Despachantes e donos de auto-escolas estiveram na Câmara, ontem, para pedir ajuda aos vereadores. Eles querem a interferência do Legislativo junto à Prefeitura para tentar reduzir os problemas verificados na emissão de documentos na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca. A ideia é conseguir fazer com que os 14 funcionários que foram desligados da delegacia voltem ao trabalho até que os novos contratados se preparem adequadamente para realizar o serviço.
Desde o começo do mês, a emissão de documentos na Ciretran está comprometida por causa da dispensa dos funcionários que eram ligados às Associações de Despachantes, Auto-escolas e de Médicos. Eles foram substituídos por servidores concursados que não passaram por treinamento. “Os serviços de transferência e habilitação estão sendo feitos a passos de tartaruga. Os processos de pontuação estão parados. Apenas os licenciamentos estão dentro da normalidade. Alguma coisa precisa ser feita logo antes que o caos se estabeleça de vez”, afirmou o despachante César Mamede. Ele acredita que o número de veículos circulando de maneira irregular nas ruas da cidade vai crescer neste fim de ano.
José Eurípedes Prado Souza, presidente da Associação das Auto-escolas de Franca, disse que centenas de pessoas estão sendo prejudicadas e que a tendência é piorar em dezembro, período em que os licenciamentos são maiores.
Após conversar com os vereadores, ele conseguiu agendar uma reunião com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para esta quarta-feira. “Os novos funcionários não têm prática nenhuma e vamos ver se é possível o reaproveitamento dos que saíram. Podemos até efetuar o pagamento deles. Vamos conversar com o prefeito e ver o que pode ser feito. Se não houver uma solução rápida, a situação vai se agravar”.
O secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, ressaltou que o problema não é da Prefeitura, mas que administração está à disposição para ajudar. “Me parece que a única alternativa possível seria a realização de um contrato temporário com os funcionários que saíram de lá para que transmitam o conhecimento aos novos contratados. Para isto, é preciso de autorização da Câmara e anuência do Ministério Público. Não podemos fazer nada sozinhos”.
Há uma semana, a Ciretran parou de atender o público no período da manhã e passou a funcionar apenas das 13 às 17 horas, o que tem contribuído para o aumento das filas e, consequentemente, irritação dos motoristas.
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