Preparo físico de atleta, boa capacidade pulmonar e conhecimentos de natação e de resgate dentro e fora d`água. Reconhecidos de longe pelo uniforme destacado pela cruz vermelha, os salva-vidas são profissionais em alta nesta época do ano. Com temperaturas cada vez mais quentes, eles têm trabalho garantido pelos próximos meses em clubes, parques aquáticos e praias de água doce ou salgada.
Na função de prevenir afogamentos, passar orientações para um bom divertimento na água e prestar atendimento de primeiros socorros durante acidentes, os também chamados guarda-vidas devem gozar de plena saúde física e mental. Em ação, precisam estar atentos a tudo o que se passa principalmente dentro d`água. Por isso, paciência, concentração e velocidade são características fundamentais para o exercício da profissão.
O professor de natação, Iuri Silva Granzoto, 23, é salva-vidas há nove meses. Há seis trabalha no Sesi Franca ao lado de outros dois profissionais. Ciente da responsabilidade que a profissão também impõe, ele treina diariamente, faz simulações de resgate, além de academia. "É um trabalho de prevenção e observação, mas precisamos sempre estar preparados para uma eventual ocorrência", disse. A fim de evitar que elas aconteçam, é também trabalho dos salva-vidas impedir alguns abusos na água e dar dicas para um bom divertimento. "Pedimos sempre para os frequentadores evitarem brincadeiras, como mortais e alertamos sempre sobre a importância do uso do protetor solar".
Em Franca e região, não existe uma associação ou sindicato que controla o número de salva-vidas e a existência deles nos clubes e prainhas, mas os próprios profissionais e a corporação do Corpo de Bombeiros reconhecem que o total é insuficiente. "Estamos em uma região de muita água e não é todos os lugares que contam com um profissional capacitado a fazer o resgate e salvar uma vítima de afogamento", disse o sargento João Batista Cruz, do Corpo de Bombeiros local.
Para o salva-vidas Marco Francisco Davanço, 39, a ausência de guarda-vidas mostra que o mercado é carente de profissionais e não oferece o reconhecimento necessário. "A presença de um salva-vidas traz mais segurança e tranquilidade ao frequentador de uma piscina, mas nem todos os clubes têm essa consciência".
Somente no Sesi, onde há três profissionais contratados e um estagiário, circulam pelas piscinas cerca cinco mil pessoas por semana, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.
<b>A FORMAÇÃO</b>
Se tornar um salva-vidas não é uma tarefa fácil e nem para qualquer um. O jovem decidido em seguir a profissão precisa ter curso de primeiros socorros ou ainda formação em educação física.
Antes de ser contratado por um clube, o candidato passa por uma bateria de exames e testes físicos. A lista é grande e inclui nadar 400 metros em menos de dez minutos, atravessar por baixo d`água uma distância de 25 metros e ficar por um minuto, no mínimo, em sustentação vertical sem uso das mãos. Os ganhos de um salva-vidas, por oito horas de trabalho, é em média R$ 1,3 mil mensais.
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