Solenidade de Cristo Rei


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Com a solenidade de Cristo, Senhor e Rei do Universo, concluímos o ano litúrgico. É uma festa recente, em honra do Senhor Jesus. Foi instituída pelo Papa Pio XI, com a Encíclica Quas primas, de 11 de novembro de 1925. Primeiro era celebrada no último domingo de outubro. A reforma do Vaticano II transferiu-a para o último domingo do Tempo Comum, sintonizando-a com perspectiva própria do final do ano litúrgico e começo do Advento. Ao longo do ano litúrgico percorremos um caminho pedagógico e espiritual. Fomos nos inserindo, pouco a pouco, na experiência profunda da pessoa de Jesus, em seu mistério de “descida Kénosis”. Ele, fazendo-se um de nós, mostrou-nos o caminho do serviço e da extrema solidariedade para com a pessoa humana e com toda a criação. Ele, o rei-servo, a testemunha fiel, sentado à direita do Pai, pelo seu sangue, nos libertou dos pecados e fez de nós um reino de sacerdotes para seu Deus e Pai. A Ele que veio para dar testemunho da verdade, o louvor, a glória e o poder, por todo o sempre. A Palavra de Deus deste domingo, nos apresenta Jesus, nosso Rei, destacando o modo como se deu e continua existindo seu Reino. Como é o reinado de Cristo? Os reinos deste mundo apresentam algumas características bem definidas: são conduzidos por homens movidos pela ambição das riquezas e do poder, têm suas bases no emprego da força, são defendidos pelas armas. O reino de Jesus não se identifica com nenhum destes princípios. Jesus não elimina ninguém, é ele que se apresenta para morrer; não manda nos outros, obedece; não faz alianças com os grandes e poderosos, mas põe-se ao lado dos humildes, daqueles que não têm valor nenhum. Possuir, conquistar, exterminar são, para os homens, provas de força; para Jesus são fraqueza e derrota. Grande, para ele, é aquele que serve. A festa de Cristo Rei pode facilmente ser interpretada de uma forma ambígua; pode até mesmo ser apresentada no sentido contrário daquilo que ela significa. É fundamental esclarecer que a realeza de Cristo é exatamente o oposto da realeza deste mundo. As conquistas do Reino de Deus não se medem pelo número das pessoas batizadas, pela eficiência das estruturas e das organizações eclesiais, pela grandiosidade dos templos, pelo temor que as nossas autoridades, das nossas comunidades podem incutir nos mandatários políticos. O Reino de Cristo cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em prol do irmão, onde cresce o respeito pelos outros, o encontro, o diálogo, onde se estabelecem relações novas entre os homens e as nações. Percebemos que o jeito de ser de Jesus é diferente. É sinal de contradição. Servo de todos, deu a vida para os sofredores e marginalizados. Ele veio instaurar o reino do Pai. Um reino que não é deste mundo. Neste mundo, o que vale é a glória, a competição, a riqueza, o ter, o poder e o prazer. O reinado de Jesus já está no meio de nós, começa aqui e agora, mas não se esgota na realidade em que vivemos. Caminhamos passo a passo, trabalhando, dando a nossa contribuição, confiando no Senhor que nos anima, até que Ele se torne tudo em todos. No processo de construção do reino, paciência e perseverança são necessárias, pois ele começa aqui e passa por mediações históricas. A vida, a partilha, a paz, a justiça e a solidariedade são exigências fundamentais do Reino. Tudo isto demanda esforço, empenho e engajamento de todos. Aos seguidores e seguidoras de Jesus cabe, a cada dia, uma tarefa: converter-se ao Reino. Este caminho é feito de denúncia e de ruptura com o sistema que cria vítimas inocentes e de anúncio da Boa-Nova de outro mundo, que está sendo gestado. Nós pertencemos a este reino quando nossa vida está fundamentada no amor, na compreensão, na partilha dos bens, na condenação de qualquer violência, no serviço fraterno. DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS Graças. Somos generosos para “pedir” e nem sempre para “agradecer”. Tudo vem de Deus que possui um coração bondoso para conosco. Se analisarmos “um só dia” da nossa vida, necessitamos de “muitos dias” para conseguir “agradecer”. Obrigado Senhor pela vida, pela saúde, pelo trabalho e o pão diário, pela família, pelos amigos e por tudo que o Senhor tem nos concedido! NOVENA DA PADROEIRA Inicia-se no dia 29 de novembro e se prolongará até 7 de dezembro a Novena da Padroeira, Imaculada Conceição, preparando sua solenidade que acontecerá em 8 de dezembro, considerado Dia Santo de Guarda. Os horários são: 19h30 (durante a semana) e 19 horas, sábados e domingo. Vamos homenagear nossa Padroeira participando com piedade da novena e no dia da sua festa. Participe com seu grupo, pastoral e movimento. Leve sua família. PENSAMENTO “Tu és Senhor o meu Pastor” (Sl 22). José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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