Tudo começa no sítio da família em Cristais Paulista. Grande parte da produção é plantada lá e o restante em outras propriedades da região. Para ajudar no processo de polinização, Marcos Antônio Pelizaro mantém uma colônia de abelhas no sítio. Após quatro meses de crescimento é feita a colheita manualmente. A partir daí, a bucha começa a ser preparada. O primeiro passo é retirar a casca e as sementes. Em seguida, o produto fica de molho durante um dia em tambores com água e sabão para tirar a goma natural da bucha.
Depois da lavagem, as buchas vão para a secagem em arames no próprio quintal. Após esse processo, estão prontas para deixar o sítio. Na fábrica, em Franca, é feita a classificação para verificar a qualidade das fibras. Decidido o formato que cada bucha terá, são feitos os cortes. Em seguida, elas passam pelas mãos das costureiras que acrescentam a espuma e o viés. Depois, são embaladas e empacotadas. Por hora são produzidas, em média, 900 buchas. Os produtos são encontrados em supermercados, farmácias e mercearias a partir de R$ 1,80 a peça. A distribuição é feita principalmente por atacadistas de São Paulo.
[FOTO2]
Nada se perde na fábrica. Até mesmo os pedaços que sobram das buchas durante o processo são moídos e transformados em um produto que lembra grama sintética. A comercialização começa no próximo ano e tem como público-alvo floriculturas e casas especializadas em enfeites.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.