A Caixa Econômica Federal divulgou, semana passada ao Comércio da Franca, um prospecto positivo do volume de financiamentos habitacionais aplicados nos últimos dez meses na região. O setor de Ribeirão Preto, que abarca 57 cidades incluindo Franca, teve um aumento de 110% no valor total dos subsídios para novos projetos. No acumulado de janeiro até o fim de outubro, o recorde foi de R$ 592,59 milhões direcionados a conjuntos habitacionais, loteamentos e condomínios, contra apenas R$ 281,26 milhões no mesmo período do ano passado. Os números colocam a regional Ribeirão na primeira colocação entre todas as do Estado e como sétima melhor em desempenho em todo o País.
O gerente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal, Alfredo Eduardo dos Santos, atribui a alta no volume de crédito à expansão do prazo de pagamento - para até 300 meses -, desburocratização nos processos de adesão e à queda na taxa anual de juros - 7,9%. “Hoje as pessoas conseguem se programar melhor”, afirma.
Do volume total obtido, Franca respondeu por R$ 30,5 milhões somente com projetos ligados ao “Minha Casa, Minha Vida” - subsídio de até R$ 100 mil voltado para famílias com renda entre 0 e 10 salários mínimos. O capital está sendo injetado na construção de 481 unidades residenciais de seis empreendimentos diferentes. São eles: Espaço Frankfurt, Espaço Vita Club, Quinta do Café, Castelo Soberano, Residencial Dom Bosco e Green Village, que estão com obras adiantadas.
Os contratos já fechados, dentro das estatísticas referentes ao programa de moradia de baixa renda do Governo Federal, representam 16% do total de unidades -2.975 - e 23% do total de empreendimentos populares saindo do papel - 26 - nessas 57 cidades.
As cidades de Ribeirão Preto e Franca concentram, juntas, 18 empreendimentos e os maiores aportes, porém, segundo o gerente da Caixa, as ocupações aconteceram de maneiras diferentes. “Em Ribeirão, os loteamentos estão mais concentrados em uma região. Em Franca, estão bem espalhados. Ao mesmo tempo, são vários vazios urbanos que estão sendo preenchidos. Isso é muito bom, porque não estão sendo instalados na periferia da cidade”, afirma.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.