Com os termômetros marcando 30ºC há uma semana, o movimento registrado nas casas de sucos, sorveterias e bares da cidade quase triplicou. Para fugir do calor, os francanos têm investido pesado. Só nos 30 pontos comerciais ouvidos pelo Comércio, por dia, são consumidos cerca de R$ 369 mil em sorvetes (R$ 336 mil), sucos (R$ 5,4 mil) e chope (R$ 27,5 mil). A continuar nesse ritmo, Franca deve fechar o mês de novembro com mais de R$ 11 milhões investidos em “produtos refrescantes”.
Só de sorvetes são vendidos diariamente mais de 2.490 litros. Em um mês, a quantidade comercializada chega a 74 mil litros, o mesmo que cinco caminhões-pipas lotados ou 15 piscinas infantis das grandes cheinhas. O proprietário de uma das sorveterias mais movimentadas no centro de Franca reforça o que todo mundo já sabe: o período entre o fim da primavera e início do verão é a “época de ouro”. “O movimento triplica e nós temos que reforçar os estoques”, disse Eurípedes dos Reis, que nos finais de semana quentes vende 150 litros de sorvete por dia.
A procura por sorvetes tem sido tão grande que filas na hora de fazer o pedido já são rotina até entre os vendedores de picolé. Nesta semana, na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, era difícil encontrar um “picolezeiro” que não tivesse cercado de clientes. “Está muito calor. Às vezes coincide de vir uma turma ao mesmo tempo, mas a gente atende todo mundo”, disse o aposentado José Porfílio da Silva, que optou por vender picolés há apenas um mês, para garantir uma grana extra no fim de ano. Por dia, ele vende cerca de 100 picolés.
O chope tem sido outro aliado para matar a sede e amenizar o calor. Nas treze casas entrevistadas e que vendem a bebida, são consumidos 2.580 litros de chope por dia. “Principalmente nos finais de semana. Ele é bem mais gelado que a cerveja, mais cremoso e refrescante”, disse José Henrique Tasso, do setor de compras de uma empresa que vende cerca de cem litros em torres de chope diariamente.
Sucos e vitaminas também são armas usadas pelos francanos para se refrescarem. Em pelo menos sete casas consultadas pelo Comércio, a venda das bebidas dobrou durante o calor. Por dia, são consumidos cerca de 780 litros de sucos/vitaminas ou 1560 copos de 500 ml, num total de 23,4 mil litros ao mês. Uma das mais tradicionais casas de suco da cidade chega a vender cerca de 400 copos de suco ao dia. “Nos sábados e domingos de muito calor, o pessoal toma bastante. É um meio gostoso e barato de aliviar o calor”, disse Marcilene de Carvalho, gerente da casa, onde cada suco custa em média R$ 3,50 o copo.
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