A cadeia do Jardim Guanabara passou por uma varredura na manhã de ontem. Cerca de 60 policiais civis revistaram todas as celas e apreenderam celulares, drogas e "chuchos" (faca artesanal feita pelos presos). A revista ocorreu dois dias depois de 40 presos planejarem fugir do presídio no chamado "cavalo doido". O plano foi frustrado na noite do último domingo pelos carcereiros.
Com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, os policiais passaram a revistar as 28 celas da cadeia. A ação começou por volta das 7 horas. Equipes com investigadores e carcereiros foram montadas para fazer uma vistoria minuciosa. Os detentos foram colocados no pátio, enquanto acontecia a revista. "A revista estava programada para dezembro, mas como houve o plano de fuga no domingo antecipamos a ação e reunimos cerca de 60 policiais de vários distritos, inclusive da região. A medida era tentar localizar buracos ou túneis nas celas", disse o delegado Márcio Murari, que comandou a ação.
<b>Ouça abaixo o delegado Marcio Murari:</b>
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A polícia constatou que não havia buracos nas celas. Isso confirma a intenção dos presos de empreender uma fuga em massa pela porta da frente. "Eles iriam dominar os carcereiros no momento que os presos de faxina (presos encarregados da limpeza) fossem colocados nas celas. Uma vez rendidos os detentos que já haviam estourado dois cadeados tentariam escapar pela porta da frente", disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia local.
Ao final da operação "pente fino" nas celas dos dois pavilhões da cadeia, foram apreendidos 11 aparelhos celulares, 64 maços de cigarros do Paraguai e 17 objetos pontiagudos chamados "chuchos". "Estas facas artesanais fabricadas pelos presos podem ser usadas como armas durante uma fuga. Certamente este material seria usado no domingo, caso o plano desse certo", disse Eduardo.
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