Ele é o rei da balada, tem fama, ganha dinheiro e agrada milhares na pista de dança. Com o avanço da tecnologia, está mais moderno e procura sempre se diferenciar nas batidas, mistura de ritmos e sonoridades. Para quem gosta de som, a profissão de DJ está em alta. Em Franca, ele está presente em todos os tipos de festas, desde um simples aniversário na garagem de casa até eventos com bilheteria.
Ledo engano se você pensa que para ser um ser DJ basta apenas colocar músicas dançantes para tocar, sem intervalos e animar a galera. Um bom profissional vai mais além. Ele precisa inovar constantemente, correr atrás de referências e pesquisar muito, sobre músicas, estilos, mixagem e efeitos. Além de investir em equipamentos. No caso dos DJs comerciais, em infraestrutura como telão, jogo de fumaça e iluminação.
Lucas Pereira Campos, 21, é DJ comercial desde os 13 anos. Conhecido com DJ Lukas, começou por acaso na carreira durante uma festa para os amigos em casa. Logo comprou um jogo de iluminação e ganhou um equipamento profissional do pai. Passado oito anos, Lukas faz em média 16 eventos por mês e estuda música para no futuro se tornar um produtor musical ou ainda trabalhar com locação de equipamentos. "A profissão tem um prazo de validade. É difícil encontrar um DJ com mais de 40 anos, então comecei estudar música e pretendo montar um estúdio musical", disse.
Para ganhar mercado, o jovem DJ diz ir todos os anos na Expomusic (evento do gênero em São Paulo) em busca de novidades que o diferencie dos concorrentes. Ele ainda investe 80% do que ganha na melhora de seus equipamentos. "Você precisa estar atualizado. Ser curioso. O mercado é competitivo e deve ser levado a sério".
Aos interessados em seguir a carreira, as dicas são valiosas. Ser um astro das pick-ups não é fácil e nem custa barato. Primeiro, é preciso seguir o próprio estilo, saber diferenciar trabalho de diversão, ter disponibilidade de horário e energia para tocar seis horas durante as madrugadas. "A gente quando se torna DJ abre mão de muita coisa. Sempre gostei de trilhas, mas por causa da profissão precisei deixar de lado", disse o DJ Leandro Luís Coelho Silva, 33, o Leandrin.
Outra batalha dos DJs é pela valorização da profissão. Não reconhecida oficialmente, os DJs não têm sindicato ou associação que os defendam. Na Previdência Social, a função também não existe e a única alternativa é optar pela profissão de autônomo. Em alguns casos, prestador de serviços. "A profissão sofre preconceito. É desacreditada. Não há tabela de preços", diz Leandrin, Dj há seis anos.
E quanto ganha um DJ? O rendimento é variado a depender do equipamento a ser utilizado e do tipo da festa em questão. Na média, um profissional do ramo recebe R$ 350 por evento simples como por exemplo um aniversário. Este preço pode alcançar R$ 2.500 em festas maiores onde o DJ tenha de utilizar equipamentos próprios como laser, TVs de plasma e decoração computadorizada.
<b>LADO FEMININO</b>
Dominada 90% por homens, a profissão tem o seu lado feminino. Para que possa se sobressair, as meninas das pick-ups apostam no glamour e na sensualidade. Em Franca, um dos destaque é Aline Rocha, 25. Há dois anos e meio, ela deixou uma agência de publicidade em Ribeirão Preto para se dedicar à música. Tendo a internet como ferramenta de divulgação, Aline toca em boates, clubes e shows. "Sou uma DJ performática, gosto de palco, luzes, dança. Não é apenas tocar e pronto, quero levar alegria, energia, animação". Para ela, toda profissão tem suas dificuldades. "Não é porque eu trabalho com balada que minha vida é uma festa. Por ser mulher, às vezes, me deparo com algumas dificuldades, preconceitos, limitações, inveja. Só que isso nunca foi o suficiente pra me fazer desacreditar".
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