A Sabesp tem 90 dias para encaminhar para a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a documentação exigida para renovar a licença de operação do chamado adubo orgânico (que é um composto feito de lodo de esgoto). O produto é usado há dez anos em lavouras de café para melhorar as condições do solo que muitas vezes está desgastado por anos de produção.
Por conta disso, o uso está suspenso em toda a região há 15 dias. O gerente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), Rui César Bueno, disse que o composto não apresenta nenhum risco para o solo e que o uso só foi paralisado enquanto é providenciada a nova licença.
Bueno disse que o composto foi desenvolvido pela própria Sabesp após pesquisas. “É um subproduto que não tínhamos o que fazer com ele e depois de pesquisas percebemos que poderia ser usado na lavoura”. Aproximadamente cem cafeicultores já foram atendidos. O produto é fornecido gratuitamente e aplicado uma vez por ano na lavoura.
Por dia, são geradas 40 toneladas de adubo orgânico. “A quantidade repassada a cada agricultor vai depender do tamanho da lavoura”. Na maioria dos casos, o transporte do produto é feito pela própria Sabesp. A aplicação é feita mecanicamente já que não é recomendável ter contato com o adubo.
A reportagem tentou falar com o gerente da Cetesb, Francisco Setti, mas informaram que ele estaria viajando para São Paulo e não poderia atender ao Comércio
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