Pouco mais de três meses após o estouro da Operação Quilate, mais dois dos francanos envolvidos no comércio ilegal de pedras preciosas ganharam as ruas na última semana. Dos sete presos em flagrante na ação da Polícia Federal, cinco conquistaram o direito de responder ao processo em liberdade. São eles: André Cintra Alves, Mozair Ferreira Molina, Jorge Khabbaz, José Roberto de Assis e Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz, estes dois últimos soltos dois dias depois da ação desencadeada em Franca.
Apenas dois dos acusados presos em Franca continuam atrás das grades. Isaldo Donizete Pereira e o israelense Gadi Hoffman. Os pedidos de relaxamento de flagrante e revogação da preventiva estão na dependência de uma parecer do Procurador da República Rodrigo De Grandis, que já opinou favoravelmente nas solturas de Khabbaz e Molina, que saíram da cadeia na última sexta-feira. Na manhã de ontem, a reportagem do Comércio procurou falar com os advogados Alexandre Soares da Silveira e Maria Cláudia Seixas, mas eles não foram localizados. Fontes ligadas aos advogados informaram que eles já ingressaram com pedidos de relaxamento do flagrante, mas a Justiça pediu novos documentos que já foram entregues na 6ª Vara Federal.
Aos poucos as rotinas dos comerciantes que estavam presos vão se normalizando. Um dia depois de ter saído da cadeia, André Cintra Alves, mais magro e com a cabeça raspada, foi visto na Praça Barão. Conversou com alguns amigos e tomou café numa lanchonete do Centro, local considerado ponto de encontro dos comerciantes francanos. Dono de uma revendedora de veículos seminovos, Alves já esteve na empresa onde, ao lado do irmão, seu sócio, retomou as atividades. Funcionários disseram que ele está trabalhando normalmente, porém não iria atender à reportagem. Já Mozair passou o dia, segundo seu advogado, com familiares.
Por estarem envolvidos em crimes contra o sistema financeiro, denunciados pela procuradora da República em Franca Daniela Poppi, o processo foi encaminhado à 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo e está nas mãos do juiz Fausto Martin De Sanctis, responsável pela condenação dos principais envolvidos nas investigações da Operação Satiagraha.
Ao todo foram denunciadas pela Procuradoria Federal de Franca 25 pessoas por envolvimento no comércio ilícito de pedras preciosas e na realização de operações de câmbio não autorizadas. Dez dos acusados são de Franca, cidade considerada polo diamantário.
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