A Proclamação da República


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Na segunda metade do século XIX, a monarquia brasileira estava enfraquecida. A maior parcela das classes sociais do País deixara de apoiar o imperador, que já não atendia mais aos seus interesses. O Brasil já não era mais o mesmo. Os movimentos abolicionistas da época, que culminaram com a libertação dos escravos em 1888, por exemplo, deixaram explícito o fato de que dali para frente os regimes tradicionais deveriam ser mudados, tanto no campo econômico quanto político. Os negros representavam por volta de metade da população do País. Se eles eram escravos não recebiam salários e, sem salários, não poderiam comprar. Isso significava um entrave para a economia do País e a abolição se tornou inevitável. Tão inevitável quanto foi a instauração da república nesse período. Após a Guerra do Paraguai (1864-1870), o exército se fortaleceu e adquiriu um espírito nacionalista que se opunha a quaisquer laços com Portugal. Por isso, a classe militar teve um papel indispensável na instauração da República, tanto que esta foi proclamada por um marechal. Nos primeiros anos do governo republicano, o Brasil ficou entregue a dois militares: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, respectivamente. Após a proclamação, uma constituição foi promulgada e inúmeras mudanças aconteceram. Entre elas a conversão das 20 províncias brasileiras em estados federativos; o sufrágio universal masculino e a divisão do poder em executivo, legislativo e judiciário. <b>REPERCUSSÃO EM FRANCA</b> Durante o período que antecedeu a proclamação, havia em Franca, assim como em todo o País, divergências entre grupos monarquistas e republicanos. Até mesmo nos jornais da época isso era notado. O jornal francano Nono Districto era um dos que trazia em suas páginas ideais republicanos e críticas à monarquia. Segundo Graziela Corrêa, diretora do Arquivo Histórico de Franca, a primeira menção da República que se tem registro em Franca, data do dia 20 de novembro de 1889, na ata da primeira reunião na Câmara Municipal após a instauração do novo governo.

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