Açúcar adoça crise industrial paulista


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O comércio exterior revela o impacto no Interior Paulista da crise que afetou os mercados dos EUA e Europa. Com um total exportado de US$ 33,8 bilhões de janeiro a setembro, São Paulo apresentou uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2008. Não fosse o açúcar, o grande vilão da saúde no momento, os números da economia paulista estariam ainda piores num ano que revela sabor amargo para o empresariado. O comércio exterior revela o impacto no Interior Paulista da crise que afetou os mercados dos EUA e Europa. Com um total exportado de US$ 33,8 bilhões de janeiro a setembro, São Paulo apresentou uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2008. A indústria paulista sentiu fortemente os efeitos da crise mundial, mais que o resto do País. Outros Estados dependem mais de produtos primários como grãos e carnes. O saldo da balança comercial brasileira no período foi positiva – em plena crise, o país mais exportou que importou. Em São Paulo, o contrário. “É crescente a dificuldade de vendas no exterior de produtos manufaturados produzidos no Brasil”, analisa o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp/Ciesp, Ricardo Martins. “A crise global e o câmbio repercutiram nos negócios em todo o Estado”. <b>Quem caiu</b> As exportações despencaram nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2008 nas regiões do ABC, Taubaté e Mogi das Cruzes (automóveis) e São José dos Campos, com os seus aviões. Americana, Rio Preto, Limeira, Presidente Prudente, Piracicaba, Sorocaba, Bauru, Botucatu, Marília, Araraquara, São Carlos e Jundiaí também sentiram duramente os efeitos da crise e a queda do dólar. São todas cidades industriais. A redução chegou a 60,3% em Santa Bárbara d’Oeste, exportadora de máquinas industriais. Em São Caetano, a queda foi de 53,2% e na Capital, de 47,5%. Em Ribeirão Preto, onde o açúcar tem forte presença, a queda foi de apenas 6,2%. <b>Quem cresceu</b> No mesmo comparativo, cinco pólos fecharam o período com crescimento positivo nas exportações em relação a 2008. Sertãozinho nadou de braçada com o açúcar e registrou alta nas exportações de 35,8%, assim como São João da Boa Vista (15,4%). Franca e Jau, com os calçados, e Araçatuba, com laticínios e carnes, também apresentaram crescimento nas exportações. <b>Recuperação</b> André Rebelo, do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp/Ciesp, vê sinais de recuperação na indústria paulista já neste quarto trimestre do ano e otimismo para 2010. “Vai deslanchar”, diz ele, referindo-se ao próximo ano. <b>Esportes</b> O governo do Estado anuncia nos próximos dias a Bolsa Talento Esportivo, destinada a atletas de escolas públicas e privadas que se destacarem em torneios e também os de modalidades olímpicas e paraolímpicas. Serão oferecidas até dezembro 300 bolsas, que podem chegar a R$ 2,4 mil/mês. O Interior Paulista promove os Jogos Abertos. E o incentivo vem no espírito das Olimpíadas de 2016. <b>O twitter do juiz</b> O juiz Luiz Augusto Barrichello Neto, de Limeira, aderiu aos tempos modernos. Seu twitter na internet já tem mais de 300 seguidores. Quinta-feira, postou um recado aos colegas magistrados no limite de 140 toques da rede social: “Vamos lutar pela manutenção dos cargos de Juiz Auxiliar no interior, contra proposta da atual Presidência do TJSP!!!!” Endereço: twitter.com/Limeira2cr <b>Petróleo em PP?</b> Perfurações de até 3 mil metros de profundidade serão feitas em propriedades rurais da região de Presidente Prudente até abril de 2010, segundo revela O Imparcial. A bacia do rio Paraná apresenta “numerosos indícios de petróleo e gás natural” e é considerada “nova fronteira exploratória”, diz a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Já há aceno de participação nos lucros a ruralistas em raio de 100 quilômetros dos futuros poços. <b>Mais rodoviárias</b> A notícia é de São Paulo, mas vai mexer com o interesse de muitas cidades. O prefeito Gilberto Kassab promete construir duas novas rodoviárias na cidade, uma na Vila Sônia (zona oeste) e outra em Itaquera (zona leste). É para desafogar o trânsito de ônibus municipais e intermunicipais hoje concentrado nos terminais Barra Funda, Tietê e Jabaquara. Só o Tietê recebe mais passageiros que Congonhas. Obras começam em 2011. <b>Wilson Marini</b> wmarini@apj.inf.br

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