Os moradores do Recreio Campo Belo estão insatisfeitos com mau cheiro e constante incidência de mosquitos, baratas e ratos no local. O problema teria surgido por causa de uma galeria, feita a princípio para escorrer água da chuva, mas que está despejando esgoto a céu aberto em uma área de preservação ambiental, localizada dentro de uma chácara na Rua Augusto Muller. O esgoto cai direto em um manancial que depois abastece e deságua no Rio Canoas.
O proprietário da chácara, o motorista Eusébio José de Castro, mora com a mulher e o filho de 7 anos e diz não aguentar mais essa situação. Segundo ele, desde 2006, quando terminou a construção dessa galeria, começaram os seus problemas. “Nós ligamos na Sabesp, eles vieram aqui, limparam, mas depois volta tudo de novo. Resolver eles não resolveram”, disse.
Os moradores suspeitam que um esgoto clandestino, vindo do bairro Miramontes, esteja sendo desviado para a galeria. “Acho que a bomba não está suportando a quantidade de esgoto. Mas isso não sou eu quem tem que investigar, a Sabesp que tinha que descobrir o que está acontecendo”, disse.
No fim da tarde, quando bate o vento, os moradores dizem que a situação fica ainda pior. “É um cheiro insuportável. Comer aqui em casa é muito ruim, ainda bem que almoçamos fora, mas no jantar fica complicado”, disse.
Outro morador da chácara ao lado também reclama do mau cheiro e da falta de resolução do problema. “Esse esgoto do nosso bairro nunca foi bem cuidado e sempre temos problemas aqui. O cheiro é péssimo”, disse o morador Mário Aparecido Zago.
Procurado ontem à tarde, Rui Engrácia, gerente distrital da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), disse que já havia recebido a reclamação, mas que em visita ao local sua equipe não encontrou o dono da chácara. “Tentaremos identificar onde está o problema e vamos tomar providências necessárias”, disse.
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