A cerca de trinta dias para a eleição da presidência da Câmara Municipal de Franca, o clima nos corredores do Legislativo é de campanha. Pelo menos três vereadores declararam oficialmente que querem entrar na disputa. Cada um usará uma estratégia para arrebanhar votos de seus colegas de plenário. O atual presidente Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) usa como argumento a entrega do novo prédio. Marco Garcia (PP) tenta convencer os colegas de que esperou um ano para ocupar a cadeira e que agora é sua vez. Já Vanderlei Tristão (PTB), o Tico, tem agido de maneira mais discreta, no melhor estilo mineiro.
Conquistar a cadeira de presidente da Câmara significa, entre outras coisas, ter o terceiro cargo público mais importante no município - o primeiro é o de prefeito e o segundo, o de vice -, ganhar 15% mais que os outros parlamentares e ter todos os funcionários da Casa sob sua subordinação. Essas vantagens não são, segundo Joaquim, o que o atrai à reeleição. Ele diz que sua intenção é entregar o novo prédio da Câmara. “Não é nenhuma vaidade porque já fui várias vezes. Mas eu gostaria de terminar essa obra”.
Essa justificativa vem sendo usado por Joaquim para afastar os pretensos candidatos. “Quero explicar minha posição. Se houver aval deles (os pretensos concorrentes), tudo bem. Eu me candidato. Se não, não vou criar nenhuma dificuldade”, disse.
Se depender da vontade do vereador Marco Garcia, que desistiu de concorrer à vaga em 2009 para Joaquim entregar o prédio da nova Câmara, Ribeiro não se candidatará. “Abri mão em troca do apoio dele. Ele tem compromisso comigo, mas agora parece que vai tentar a reeleição. Sou candidato, nunca escondi isso de ninguém. (...) Acredito que tenho nove vereadores do meu lado”, disse.
Outro que está de olho no cargo é Vanderlei Tristão. Ele não tem feito campanha declarada, mas assumiu sua intenção de ocupar a cadeira. Disse que só desistirá se seu nome não for unanimidade. “Se é difícil comandar a Câmara quando se é eleito por número grande de companheiros, imagine se eleger com seis votos. Ficaria ingovernável”.
Na próxima semana, os parlamentares já terão definido o cenário da eleição. Até lá, os tucanos se mantém afastados do assunto. Rui Engrácia disse que vai aguardar as composições para manifestar sua preferência. Ele não acredita em racha e acha que será possível negociar para compor uma mesa “harmônica”.
A eleição para a escolha do novo presidente da Câmara acontece no dia 3 de dezembro, uma quinta-feira.
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