Muito se discute e comenta sobre a aplicação de pena de morte no Brasil para crimes bárbaros. Tal assunto sempre gera polêmica e as mais diversas reações, opiniões e pontos de vista pois no Brasil, onde a justiça não funciona como deveria funcionar provavelmente teríamos inocentes sendo julgados e mortos.
Notícias sobre furtos, roubos, sequestros, torturas, homicídios, latrocínios, estupros, invasão de residências, estão no nosso cotidiano, nem percebemos o horror que expressam. A idéia da pena de morte só vem à cabeça nas ocasiões em que crimes bárbaros ganham notoriedade, como na recente agressão que sofreu em Franca a aposentada Júlia Silva Engane. Essa senhora, de 97 anos, viveu momentos de terror nas mãos de um assaltante em plena luz do dia e dentro de sua própria casa. Covardemente espancada pelo marginal que ainda tentou estuprá-la, foi salva por dois entregadores de gás que atenderam ao seu pedido de socorro.
Diante de tal horror, do não reconhecimento de vestígios de humanidade por trás de um crime como esse, pensamos: não há punição que baste a esse criminoso. Não o queremos mais com chances de voltar às ruas, de nos ameaçar com a lembrança de sua atrocidade. Só matando. Mas é justamente aí que se tornam fortes os contra-argumentos à pena de morte, porque boa parte desses criminosos podem ser frutos de uma sociedade injusta e cruel, onde a fome e a ignorância podem levar as pessoas a cometerem os primeiros crimes que depois evoluem até aqueles mais graves. Por essa razão não acredito que a pena de morte seja a solução para acabar com a violência em nosso País. Faço aqui uma pergunta: quais seriam os condenados se a pena de morte pegasse no Brasil?
Para responder é preciso saber se políticos, banqueiros, grandes empresários e outros da classe alta receberão a condenação. Será que a pena de morte deve ser aplicada apenas aos pobres? Será mesmo que a classe marginalizada pela sociedade é a culpada pela escalada da violência nos grandes centros?
Todos os dias assistimos nos jornais televisivos, policiais ocupando favelas. Dá a impressão que os maiores criminosos se encontram apenas nos morros. Esquece-se dos grandes criminosos `engravatados` que nunca são presos. Para esses existem justificativas jurídicas de todo tipo que acabam livrando-os de serem condenados.
Assassinatos e crimes hediondos como sequestros, estupros e abusos sexuais a menores têm que ter prioridade junto à Justiça. Os julgamentos devem ocorrer na mesma velocidade com que os crimes são cometidos. As punições devem ser as mais exemplares possíveis de tal forma que o bandido pense não duas, mas três vezes antes cometer o delito. O mal feito, assim como a flecha atirada é irreversível, é bem verdade, mas uma demonstração de rigor trará um certo conforto aos que sofrem.
Ao invés de defendermos a pena de morte vamos lutar para que o poder público seja mais coerente nas punições, colocando na cadeia os chefões do tráfico de drogas, do crime organizado, do colarinho branco e outros. Resta esperar e rezar para que isso aconteça. Só assim nosso País, abençoado por Deus e com um povo trabalhador, poderá ter um pouco de paz e segurança.
<b>SEXTA-FEIRA 13 </b>
Amanhã é sexta-feira 13. Vai repetir-se o discurso ridicularizador da superstição e vai ser proclamada a superioridade da razão sobre o misticismo. Mas valerá a pena estar atento e descobrir que, afinal, a superstição não é só o medo de um gato preto ou de passar por baixo de uma escada. É também o medo infantil do castigo de um Deus ameaçador, o entusiasmo infantil com a promessa do paraíso no consumo ou a crença infantil na infalibilidade da ciência. O espaço da superstição nas sociedades modernas é muito grande. Não cabe numa sexta-feira 13.
<b>IMPUNIDADE</b>
O cidadão mais intocável do mundo é o árbitro de futebol. Alguns deles roubam, confirmam gol de mão, inventam penalidades, cartões e mesmo assim dificilmente são punidos e, quando são, é aquela moleza. Nem político brasileiro tem tanta proteção.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
Ainda bem que a Lua é desabitada. Já imaginou um planeta inteiro de lunáticos?
<b>NEGATIVO</b>
Ridícula, extemporânea e preconceituosa a atitude da Uniban, Universidade Bandeirante de São Bernardo, no ABC Paulista, que expulsou a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, por usar minissaia. A repercussão do caso influiu na mudança da decisão e a Uniban revogou o afastamento da aluna no começo desta semana. Isso é uma volta ao obscurantismo que não condiz com a mentalidade universitária. Existem coisas bem mais imorais no ensino nacional.
<b>POSITIVO</b>
Enfim, liminar concedida pela Justiça de Franca à Prefeitura garante passe livre em ônibus para aposentados por invalidez, pensionistas e portadores de deficiência. A medida passará a valer assim que a Empresa São José receber a intimação da Justiça. O benefício para esse público estava cortado desde o final de agosto.
<b>ALUNO INTELIGENTE</b>
Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas para 7 pessoas? Aluno: Purê de batata, senhor professor!
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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