Empresa São José recadastra aposentados para liberar passes


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<b>PROTESTO VITORIOSO</b> - Imagem de arquivo mostra manifestação feita no Terminal Ayrton Senna em setembro deste ano contra o fim das gratuidades: passes livres estão prestes a retornar ao transporte coletivo da cidade
<b>PROTESTO VITORIOSO</b> - Imagem de arquivo mostra manifestação feita no Terminal Ayrton Senna em setembro deste ano contra o fim das gratuidades: passes livres estão prestes a retornar ao transporte coletivo da cidade
Notificada sobre a decisão judicial que mantém a gratuidade no transporte aos aposentados por invalidez e pensionistas, a empresa São José começou, ontem, a recadastrar os beneficiados. Para a surpresa de quem procurou atendimento, o cartão gratuito não foi liberado de imediato. Os atendentes do posto passe-fácil estão exigindo xerox dos documentos, inclusive laudo da Previdência Social, e informando aos interessados que eles serão avisados quando os cartões estiverem prontos. Esse processo, segundo pessoas ligadas à São José, deve levar entre dois ou três dias. A medida foi tomada após a Prefeitura de Franca conseguir liminar garantindo o cumprimento do contrato de concessão que prevê o passe livre aos aposentados, pensionistas e portadores de deficiência. Ontem, muitas pessoas procuraram o setor de recadastro para ativar o cartão. Nilce Mariano Martins, 48, tentou renovar o benefício, mas não conseguiu. “Faltou um documento do INSS. Mas me disseram que, depois que eu entregá-lo, terei de esperar um telefonema”, disse ela. A aposentada utiliza o transporte para tratamento no ambulatório de saúde mental. Uma funcionário da empresa que pediu para não ser identificado confirmou que o cartão não foi liberado ontem porque a São José decidiu conferir todos os documentos. Antes, esse processo era mais rápido e o passe saia no mesmo dia do cadastro. Para o promotor Augusto Soares Arruda Neto, que está respondendo pela área do consumidor, a medida tomada pela São José é estranha e precisa ser analisada. Segundo ele, não há motivos para atrasar a volta da gratuidade. “Pode fazer esse recadastramento, mas garantir o direito das pessoas. Precisa ver se isso é necessário ou se é uma desculpa. Como a autora da ação é a Prefeitura, ela pode fazer pedidos no processo. De qualquer forma, vou ficar atento porque isso acaba prejudicando aqueles que têm direito”, disse o promotor. <b>DEFICIENTES</b> A liminar concedida à Prefeitura abrange também os portadores de deficiência. Acontece que esse público havia sido beneficiado por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e teve de volta a gratuidade no início de outubro. Desde então, a São José acatou a decisão, mas cortou o passe que concedia aos acompanhantes dos deficientes. João Marcos Rodrigues, presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), disse que vem tentando convencer a direção da São José sobre a necessidade de contemplar os acompanhantes, mas ainda não obteve resposta. “Conversei algumas vezes com o atual gerente da empresa e tentei comovê-lo. Uma mãe não pode colocar uma criança deficiente no ônibus e mandar para a Apae. Ele ficou de me dar retorno, mas até agora ainda não deu”.

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