Acusados de barbárie são apresentados


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ACUSADO - Diego Faria é apontado pela polícia como suspeito de roubos a fazendas da região
ACUSADO - Diego Faria é apontado pela polícia como suspeito de roubos a fazendas da região
A Polícia Civil apresentou ontem parte dos acusados de terem assassinado o comerciante Silvimar Gomes Filho, 56, que morava no Parque Dom Pedro. Os desempregados Ivonei de Andrade, 28, conhecido como "Feio", e Diego Faria Pereira, 21, presos por outros crimes, confessaram o homicídio. Eles revelaram a participação de mais dois rapazes que tiveram suas prisões decretadas, mas ainda não foram localizados. Segundo Diego, os quatro entraram no sítio da vítima para roubar, mas depois ocorreram mudanças nos planos e Ivonei, apontado como chefe do bando, resolveu assassinar o comerciante. "Feio" alegou para os comparsas que a vítima teria saído com sua mulher e por isso resolveu matá-lo e cortar seu órgão genital. Silvimar Gomes foi morto com requintes de crueldade e teve o corpo enterrado na sua propriedade em Ribeirão Corrente. O crime aconteceu no dia 24 de janeiro deste ano. O comerciante levou 17 facadas e teve os antebraços e o órgão genital decepados. Antes do encontro do cadáver, familiares registraram na delegacia o desaparecimento do sitiante. Um dia depois, a moto de Silvimar foi localizada no Jardim Aeroporto III. Um adolescente de 14 anos estava com o veículo. Ele foi interrogado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e denunciou o envolvimento de outras pessoas no crime. No decorrer das investigações, os policiais da DIG cruzaram informações e chegaram ao nome de Ivonei de Andrade. "Ele é o líder de uma quadrilha especializada em assaltos a fazendas em Franca e região. Conseguimos identificar três comparsas do Feio que agiram no assassinato do comerciante. Um deles estava preso", disse o delegado Márcio Murari. Diego Pereira é acusado de roubar fazendas com Ivonei e confessou estar na cena do crime que vitimou o comerciante (leia mais no apoio). Em outubro, Ivonei, que já estava com a prisão decretada, foi detido pela PM tentando furtar um veículo no Jardim Luiza. Após ser apresentado na sede da DIG, confessou o assassinato, mas atribuiu as facadas a Diego e aos dois comparsas foragidos. "Não existe dúvida de que Ivonei e os acusados identificados participaram do crime. Na casa dele encontramos o chapéu da vítima", disse Murari. Todos os acusados foram indiciados no crime de latrocínio e ocultação de cadáver. Se condenados podem pegar 30 anos de cadeia casa um.

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