Mecânico acusado de extorquir empresário


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Os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca prenderam, na manhã de ontem, um mecânico industrial desempregado. Ele tentou extorquir um empresário da cidade. Por telefone, o acusado fazia ameaças à vítima exigindo a quantia de R$ 10 mil em dinheiro. Segundo o empresário contou à polícia, o homem conhecia todo seu cotidiano e chegou a dizer que iria fazer mal a sua família. O dinheiro não foi entregue e a polícia o descobriu antes, no exato momento em ligava para a vítima pela sexta vez. CAL, 58, é dono de uma indústria de calçados na zona oeste de Franca. No último dia 22 de outubro, ele denunciou à polícia que há meses um homem desconhecido estaria ligando em sua empresa fazendo ameaças e lhe exigindo dinheiro. "A vítima nos procurou no primeiro dia da ligação. Segundo o empresário, a pessoa dizia que conhecia toda sua família, inclusive passou detalhes do dia-a- dia de sua casa e também da empresa", disse o delegado Adolfo Domingos, titular da DIG. Segundo a vítima, na primeira ligação, o homem já fez exigências. "Ele não entregou nada. Fez o correto. Informou a polícia e passamos a investigar tentando descobrir quem estaria fazendo as ameaças. O criminoso passou a fazer ligações usando telefones públicos do bairro onde está a empresa da vítima", disse o delegado. Ontemz assim que o acusado ligou para o empresário, o identificador de chamadas acusou o número de um telefone público da Rua Arias de Almeida, no Jardim Guanabara. Os investigadores Júnior e Cleber Giora, que acompanhavam o caso, rumaram para o local e surpreenderam o mecânico industrial, de 42 anos, desligando o aparelho. "Ele havia acabado de ameaçar a vítima dizendo que queria o dinheiro hoje. A princípio negou, mas encontramos um papel com nomes de familiares do industrial e informações referentes a bens do empresário. Havia também uma lista com nomes de outros empresários francanos", disse Júnior. A polícia vai investigar se as pessoas da lista foram ameaçadas. Segundo a polícia foram seis ligações ao todo. O acusado não quis dar entrevistas e no depoimento usou o direito de não se manifestar sobre as acusações. Ele também não quis assinar o flagrante. WJCF foi recolhido na cadeia do Guanabara indiciado por extorsão.

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