A prova dos professores


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Li entrevista do secretário estadual da educação, ex-ministro Paulo Renato de Souza, agora assessor de José Serra, defendendo a absurda PLC 29 como instrumento para recompensar os melhores professores, inclusive os mais assíduos. O problema está em como eles classificam os melhores. A seleção é feita mediante uma prova e o levantamento de faltas. Acredita o governo ser possível detectar bons profissionais mediante isso. Acho equivocado. Só se pode aferir para valer quando se conhece o trabalho do professor de perto. As pessoas mais indicadas para isso são os coordenadores e diretores, mas utilizando critérios imparciais, é claro. O risco de remunerar melhor um professor com metodologia igual ou mesmo inferior de outros colegas é iminente. Os colégios particulares aplicam provas para contratar seus docentes, mas também adotam outros critérios a exemplo de indicações, aula expositiva para uma banca, acompanhamento do trabalho diário do profissional. Segundo Paulo Renato, educadores são contra tais ações porque, dizem, terão que estudar. Não sou contra a avaliação. Apenas acredito ser perigoso adotar o critério exposto por ele para conceder aumento de salário. Infelizmente a matéria será aprovada sem nenhuma discussão pelos legisladores paulistas, acostumados a atender sempre, mesmo porque, estarão jogando `pimenta nos olhos dos outros` já que poucos – ou nenhum deputado - tem filhos ou netos matriculados em escola pública. Luís Alexandre Machado Franca - SP

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