Em apenas quatro meses, quatro servidores municipais são presos


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<b>APURAÇÃO</b> - O secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, explica que prisão não dá o direito à Prefeitura de fazer a demissão do servidor por jus
<b>APURAÇÃO</b> - O secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, explica que prisão não dá o direito à Prefeitura de fazer a demissão do servidor por jus
Quatro servidores públicos municipais foram presos nos últimos quatro meses e levados para a cadeia. Constam da relação, um dentista, dois ajudantes gerais e um professor de educação física. Pesam contra eles, acusações de abuso sexual, porte ilegal de armas, furto e desvio de recursos. Apenas o último caso teve relação direta com a administração pública. Justamente, o único que conseguiu a liberdade. As outras infrações foram externas e os seus autores seguem detidos. O primeiro a abrir a série de prisões foi o dentista da rede pública de Saúde, que também é perito criminal, Paulo Eliphio Quireza Crozara. No dia 2 de julho, policiais fizeram buscas no sítio dele, em Jeriquara, e apreenderam 20 armas e munições. Um revólver calibre 38 tinha a numeração destruída por pinos, o que resultou na sua prisão em flagrante. O servidor segue detido no presídio da Polícia Civil, em São Paulo. No dia 12 de outubro, foi a vez do ajudante geral, Anderson César Pires, parar na cadeia. Segundo a polícia, ele teria cometido dois furtos a residências, no Jardim Moema e na Vila Santa Terezinha, em um intervalo de apenas cinco horas. O acusado está no presídio do Jardim Guanabara. Ainda em outubro, mas no dia 29, o crime mais grave. O ajudante geral, AAO (por se tratar de uma acusação de crime sexual ainda não comprovada, a direção do Comércio optou por preservar sua identidade), foi preso acusado de estuprar a própria filha de 10 anos. A criança disse à polícia que os abusos eram praticados há cinco anos. O acusado foi levado para Pedregulho. Na terça-feira, 3, foi a vez do professor de educação física, Alexandre Saldanha Borges, ir parar atrás das grades. Técnico do time feminino de basquete, ele foi preso em flagrante acusado de exigir propina das jogadoras que integram o projeto Bolsa Atleta. O treinador obteve a liberdade provisória dois dias depois. "Em todos os casos, abrimos procedimento administrativo para apurarmos as condutas. Nos casos em que o servidor está preso, temos o dever de suspender o contrato de trabalho até que haja a possibilidade de a pessoa responder ao processo. A prisão não nos dá o direito de fazer a demissão por justa causa. Temos de respeitar o direito da ampla defesa", afirmou o secretárioJerônimo Sérgio Pinto. O advogado do Sindicato dos Servidores, Odorico Silva, disse que a entidade só pode oferecer o apoio jurídico caso procurada pelos acusados, o que não aconteceu. Para ele, os fatos são ruins e desagradáveis para toda a categoria.

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