Na próxima semana, a Prefeitura de Franca tentará colocar em prática seu projeto para controlar a população canina na cidade. Ela abrirá o processo de licitação para a escolha de uma empresa que se habilite a castrar os cachorros. A estimativa da administração é operar, ao menos, mil bichos. Para isso, disponibilizará, em uma primeira etapa, R$ 50 mil. "Se a empresa cobrar R$ 50 por animal, nós conseguiremos atingir a meta", disse Alexandre Ferreira, secretário de Saúde.
Há cerca de dois meses, a Prefeitura fez uma tentativa de iniciar o processo de castração, mas, segundo Alexandre, as empresas que se habilitaram cobraram um alto valor pelo serviço. "Há clínicas particulares que cobram R$ 40, mas tivemos empresa que propôs R$ 89, R$ 90 e até R$ 300. Esse valor, o nosso jurídico não aceitou. A gente espera que abaixem o preço. Se continuar caro, faremos menos (procedimentos)", disse.
Por conta da lei estadual que proíbe o sacrifício de animais, em vigor desde abril de 2008, a Prefeitura deixou de recolher cães sadios das ruas alegando não ter como mantê-los no canil. Com isso, o número de cachorros "sem-dono" na cidade é incerto. Quando estava em plena atividade, a carrocinha recolhia cerca de 250 por mês.
Agora, com a medida, a administração esperar evitar o aumento da população canina e conscientizar a população para a posse responsável. Para isso, contará com a parceria das ONGs (Organizações Não Governamentais) que recolhem - e abrigam - cães de rua. São elas que encaminharão os bichos para o procedimento e, depois, para a adoção.
Após a primeira etapa do projeto, o município poderá fazer um novo aporte de recursos para continuar operando os bichos abandonados.
<b>OUTRAS AÇÕES</b>
Outras ações deverão se tomadas pela Prefeitura no sentido de evitar o aumento de cães nas ruas. Segundo Alexandre Ferreira, serão realizadas campanhas educativas nas escolas e Centros Comunitários sobre a posse responsável. "Estamos realizando um conjunto de ações. A castração é apenas uma delas", disse.
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