O ex-vice-prefeito de Franca, Cassiano Pimentel, negou que as verbas destinadas à implantação do pólo diamantário e do laboratório gemológico tenham sido utilizadas para outros fins durante as duas gestões de Gilmar Dominici (PT), nas quais, parcialmente, também foi secretário de Desenvolvimento Econômico.
Segundo ele, quando Dominici assumiu a Prefeitura para seu primeiro governo, em 1997, a parceria entre o município e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado já estava definhando. Pimentel afirmou que durante os quatro anos anteriores, quando foi prefeito Ary Balieiro (PTB), salas foram mantidas alugadas, mas nunca ocupadas, dentro do Edifício Esmeralda e que deveriam servir para a execução do projeto do polo diamantário.
“A assinatura do convênio com o Governo do Estado foi o último ato administrativo do prefeito Maurício Sandoval, assinado em 29 de dezembro de 1992. Nos quatro seguintes, a Prefeitura pagou aluguéis, mas nunca usou as salas alugadas”, disse Pimentel.
De acordo com Cassiano Pimentel, o contrato com o Estado tinha três partes envolvidas: o próprio governo estadual, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que entraria com os recursos financeiros necessários, a Prefeitura de Franca, responsável por viabilizar a estrutura física tanto para o polo quanto para a escola de lapidários que seria formada, e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), ao qual caberia toda a qualificação do projeto.
Em 1997, primeiro ano da gestão Dominici, teria cabido a Pimentel retomar o programa com o IPT, que foi chamado a discutir o assunto. “Num primeiro momento disse que tinha interesse, mas depois voltaram atrás e disseram que sairiam da parceria”, revelou o ex-secretário.
Na tentativa de “salvar” o projeto do polo diamantário, a Prefeitura teria procurado a Unesp de Rio Claro, com departamento de perfil semelhante ao IPT, para ser a nova parceira técnica. O contrato com o Estado teria sido prorrogado mais duas vezes, mas diante da falta de interesse de todas as partes envolvidas, principalmente os diamantários (lapidários e comerciantes) o projeto acabou sendo encerrado definitivamente.
“A Prefeitura fez o que foi possível, mas os principais interessados não manifestaram nenhuma vontade em ver aquilo dar certo”, disse.
No final de 2000, a administração teria feito uma prestação de contas do dinheiro que havia sido repassado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia. Entre R$ 140 mil e R$ 150 mil teriam sido devolvidos ao Estado.
<b>NEGATIVA</b>
O ex-prefeito Ary Balieiro (1994-1997) negou que durante sua gestão a administração tenha pago quatro anos de aluguel por salas no Edifício Esmeralda que teriam permanecido fechadas e que recursos destinados à implantação do polo diamantário de Franca tenham sido usados para outros fins. “A Prefeitura investiu dinheiro naquele projeto e por falta de profissionais capacitados ele não avançou”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.