Depois de mais de 20 anos de abandono, a história do prédio conhecido como “esqueleto”, localizado no Parque Francal, parece que terá um desfecho. A construção inacabada será desapropriada - com aproveitamento da estrutura existente - ou demolida. O destino será apontado por um laudo técnico sobre as condições da estrutura. A Prefeitura pagará até R$ 90 mil para que uma empresa apresente esse laudo.
Inicialmente projetado para ser um hotel, o prédio transformou-se num “cartão-postal” negativo. Ele fica bem próximo à entrada da cidade e dá as “boas-vindas” para quem chega a Franca pela Rodovia Cândido Portinari. É com esta imagem que o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) quer acabar. O tucano disse que está disposto a pagar pela desapropriação e determinar que a obra seja concluída (caso ela seja recuperável).
Se o caminho for a desapropriação, o município deverá gastar entre R$ 600 mil e R$ 650 mil com os procedimentos necessários. A idéia é fazer do lugar uma extensão da Prefeitura. “Estamos apertados para todos os lados. Precisamos de espaço. Como não vamos conseguir terminar (a obra) rapidamente, vamos terminando os andares e colocando repartições da prefeitura lá”, disse Sidnei.
Na hipótese de a estrutura não suportar a continuidade de uma obra, a Prefeitura ingressará judicialmente contra o proprietário para exigir a demolição. “Se não tiver jeito de recuperar, a gente tem que derrubar”, disse Sidnei.
A secretária de Urbanismo, Valéria Marson, explicou que serão feitas avaliações da fundação, ferragens, peso da laje, entre outras. Em sua opinião é possível dar continuidade na obra, mas é o laudo que vai apontar a solução. “Geralmente uma obra é eterna. Você não a faz para dois ou cinco anos. Mas preciso saber qual a carga que posso pôr em cada pavimento. Como está a fundação para o peso da laje. E é a empresa que vai dar todas as respostas que precisamos”, disse. “A partir do momento em que o laudo estiver assinado é ela quem será responsável pela estrutura”, acrescentou.
O edital para a contratação da empresa que irá avaliar a obra está sendo publicado no caderno Classificados da edição de hoje do Comércio. As propostas deverão ser entregues na Rua Frederico Moura, 1517, até o dia 13 de novembro. A escolha se dará no mesmo dia, às 15h30. Segundo Valéria, é possível que em até 60 dias a Prefeitura já tenha em mãos a solução para o prédio.
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