Promotor abre investigação contra técnicos da Prefeitura


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O Ministério Público vai processar os servidores Alexandre Saldanha Borges e Vanilda Migliorini Farias, técnicos da Divisão de Esportes da Prefeitura que são acusados de se apropriarem de dinheiro destinado a jogadores do Projeto Bolsa Atleta. Ambos já são investigados pela Polícia Civil pelo crime de concussão - a pena prevista é de dois a oito anos de reclusão - e respondem a processo administrativo interno aberto pela Prefeitura. Agora com base no que foi apurado pela polícia, a Promotoria deve propor uma ação civil de improbidade administrativa. Se condenados, os dois estão sujeitos à perda do cargo e ao ressarcimento dos danos ao erário público. Vanilda é servidora concursada há 13 anos. Era a técnica da equipe masculina de futsal. No dia 11 de setembro, ela foi surpreendida quando recebia R$ 1.054 na praça central. Segundo a Comissão de Auditoria da Prefeitura, o dinheiro teria sido repassado a ela por dois jogadores do time. Na terça-feira, 3, Alexandre Borges foi preso em flagrante na quadra do Leporace acusado de se apoderar da verba destinada a atletas do time feminino de basquete. Em seu poder, os policiais apreenderam R$ 570. O acusado trabalha para o município há 28 anos. “O nível de provas que foram obtidas pelo Ministério Público e pela polícia nos permite acreditar que, num prazo bastante curto, as ações contra ambos serão propostas. Vamos responsabilizar os dois funcionários públicos por improbidade administrativa”, disse o promotor Paulo César Corrêa Borges. Na opinião de Paulo Borges, o esquema de divisão de recursos envolvendo atletas não é novidade e as investigações podem respingar sobre outros envolvidos. “As investigações caminham para apurar, inclusive, se há alguma pessoa coordenando em diferentes modalidades esta arrecadação. Muito em breve devemos apurar com detalhes mais profundos outros esquemas, que poderão permitir até a conclusão de formação de quadrilha ou bando”, finalizou. <b>ACUSADOS</b> Alexandre Cintra Papacídero, advogado de Vanilda, disse ontem que ainda não tinha conhecimento da abertura do inquérito por parte do MP. Afirmou que sua cliente não desviou recurso algum. “É uma acusação injusta que está atingindo a honra de uma pessoa honesta. Vamos provar que ela é inocente”. No fim da tarde de ontem, o juiz da 1ª Vara Criminal, Luciano Franchi Lemes, deferiu o pedido da defesa e concedeu a liberdade provisória a Alexandre Borges, que estava preso desde a noite de terça-feira. Ele seria solto à noite. “Agora, vamos analisar o processo com mais calma e provar sua inocência”, disse o advogado Néviton Ramos.

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