Médico ensina seis lições contra câncer de pele


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<b>FUTURO SEGURO</b> - O oncologista Reynaldo Sant’Anna, do HC de Franca, criou o programa Sol Amigo para firmar parcerias e ensinar como prevenir o câncer de pele
<b>FUTURO SEGURO</b> - O oncologista Reynaldo Sant’Anna, do HC de Franca, criou o programa Sol Amigo para firmar parcerias e ensinar como prevenir o câncer de pele
Quantas vezes a criança com as bochechas vermelhas por causa do sol não foi elogiada por estar coradinha? Mas o que é admirado pelas pessoas representa um perigo para a saúde futura da criança. Muitos não sabem, mas a vermelhidão provocada pelo sol, independente da parte do corpo, é uma queimadura de primeiro grau e, se ocorrer cinco vezes ou mais na infância, dobra o risco da pessoa ter câncer de pele quando crescer. A declaração foi feita pelo médico oncologista pediátrico Reynaldo Sant’Anna que quer firmar parcerias com escolas e ensinar, desde a infância, como adotar mudanças simples de comportamento para evitar os danos causados pelo sol. Empresas e outras entidades também podem aderir à campanha. Preocupado com os problemas causados pela exposição excessiva ao sol sem proteção adequada, o médico Reynaldo, coordenador do Hospital do Câncer de Franca, criou em 2006 o programa Sol Amigo. Além de lançar o site www.solamigo.org, com informações sobre as doenças causadas pelo sol e medidas preventivas, o especialista oferece materiais informativos e faz palestras sobre o assunto nas instituições que se tornam parcerias do projeto. O câncer de pele é o tipo mais comum da doença no Brasil. Segundo estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2008 foram registrados quase 470 mil novos casos de câncer no País, sendo 115.010 de pele (25%), mais que o de próstata e mama. “Como o câncer de pele não mata muito, as pessoas não dão a importância que deveriam para preveni-lo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, de cinco casos, quatro são prevenidos com mudanças de comportamento. Esse é o objetivo do programa Sol Amigo”, disse o especialista. De cada dez casos de câncer de pele, entre quatro e sete são causados pelo sol. Em Franca, os cuidados devem ser mais intensos, pois o índice de radiação ultravioleta é perigoso (extremo). No programa Sol Amigo, Reynaldo ensina seis lições básicas para evitar o câncer de pele, manchas, cataratas e feridas causadas pela radiação solar. São elas: usar protetor solar todos os dias, óculos de sol, chapéu durante atividades com exposição ao sol, roupas adequadas, evitar exposição no horário de pico, das 10 às 16 horas, e permanecer sempre na sombra. Todas as medidas devem ser seguidas em conjunto para assegurar a proteção (veja quadro nesta página). “O sol tem efeito acumulativo. Os problemas não surgem com o sol que a pessoa tomou no fim de semana, mas durante a vida toda. O câncer de pele demora de dez a 20 anos para desenvolver”. O programa Sol Amigo já é desenvolvido em pelo menos sete escolas. Até no Ceará há parcerias, além de Ribeirão Preto, São Paulo, Presidente Prudente e Cuiabá (MT). A sugestão do médico é para que as professoras incluam nos conteúdos das disciplinas orientações sobre a radiação ultravioleta e camada de ozônio, por exemplo. Os alunos também dão aulas para os pais sobre o assunto e vice e versa. A expectativa é tornar as crianças multiplicadoras dos conhecimentos sobre o tema. “Elas poderão envolver os pais e outros membros da família na prevenção do câncer”. A adesão ao programa Sol Amigo e fornecimento de materiais educativos são gratuitos. O único compromisso assumido pelos parceiros é o de preencher um chek list a cada seis meses sobre o desenvolvimento do programa para auxiliar no aprimoramento do mesmo. Informações são obtidas pelo telefone (16) 3712-3070. <b>ALERTA</b> Existem diferentes tipos de câncer de pele. O mais agressivo, conhecido como melanoma, é raro. Representa 5% dos casos, mas responde por 75% das mortes provocadas pela doença. “O melanoma se prolifera muito rapidamente e resulta em cirurgias mutiladoras. É preciso adotar medidas preventivas”, disse Reynaldo Sant’Anna. No Hospital do Câncer de Franca, dos 1200 pacientes em tratamento, três têm câncer de pele. Outros casos, mais simples, costumam ser tratados nos consultórios médicos, sem necessidade de atendimento no HC.

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