Estudante atropela e mata quatro pessoas que esperavam ônibus na Cândido Portinari


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<b>TRAGÉDIA E TUMULTO</b> - Testemunhas e curiosos observam a cena do acidente que terminou com a morte de quatro pessoas e uma vítima em estado grave. Motorista que causou tudo tem apenas 20 anos
<b>TRAGÉDIA E TUMULTO</b> - Testemunhas e curiosos observam a cena do acidente que terminou com a morte de quatro pessoas e uma vítima em estado grave. Motorista que causou tudo tem apenas 20 anos
Quatro vidas foram perdidas tragicamente no fim de semana que antecede Finados. A poucos metros da ponte que dá acesso à Vila São Sebastião, na Rodovia Cândido Portinari, o estudante universitário Thiago Teruo Kuratani, 20, perdeu o controle do Celta preto que dirigia e invadiu o barranco à direita da pista, no final da tarde de sábado. Ali estavam seis pessoas que aguardavam um ônibus de linha com destino a Pedregulho. Era por volta de 17h45 quando a colisão aconteceu. Das seis, cinco foram atingidas pelo veículo. A única a escapar foi uma criança, SFB, 9, salva por sua avó Maria Diva da Cruz Souza, 60, uma das vítimas (leia mais no apoio). Além de Diva, faleceram logo após o acidente seu marido José Eurípedes de Souza, 56, e Márcio da Silva Batista, 20, que assim como os outros morava na Vila São Sebastião. O caseiro Alvimar Cardoso de Almeida, 42, morreu por volta de 20h30, na Santa Casa de Franca. Até o fechamento desta edição permanecia em estado grave na UTI Paulo César Monteiro de Almeida, 21, filho do caseiro, com perfuração em um dos pulmões e problemas no fígado e no cérebro. Os corpos foram encaminhados para o IML no início da noite de sábado. Laudos que apontem causas do acidente só serão expedidos em 15 dias. O acidente gerou muito tumulto nos arredores da Vila São Sebastião. Uma multidão, formada por centenas de curiosos - que inclusive tentavam registrar imagens dos corpos com o telefone celular -, familiares e amigos das vítimas, se aglomerou na beira da rodovia e dificultou o trabalho da perícia, que chegou às 18h45. O local da colisão ficou isolado por mais de uma hora, o que fez com que o tráfego ficasse mais lento, com apenas uma faixa disponível. O estudante, que mora em Piracicaba e estava na cidade por conta da realização do Caipirusp - evento desportivo organizado por alunos da USP -, teve de ser removido de lá às pressas e escoltado pela polícia devido à revolta instaurada entre os populares e as agressões. Thiago teria se misturado à multidão que se formou no local e tentado sair dali na garupa de uma motocicleta. A informação foi confirmada por mais uma pessoa presente ao plantão da polícia. "Quando eu o vi na garupa da moto fui para cima e dei uns socos nele, até que a polícia veio em cima de mim", disse Antony Oliveira, sobrinho do casal morto. Ele levava o filho e um amigo que ficariam no mesmo ponto de ônibus, palco do acidente. Iriam todos para a mesma festa em Pedregulho. Amigos do universitário apareceram na rodovia pouco depois das 19 horas, quando os trabalhos da polícia estavam sendo encerrados. No plantão da Polícia Civil, o clima também ficou tenso entre parentes das vítimas e amigos do autor do atropelamento. [FOTO2] A polícia não confirma que o veículo estava em alta velocidade, apesar de serem ouvidos testemunhos de pessoas que passavam pela ponte no momento dos fatos sustentando essa informação. Segundo informações do Cabo Ronilson, da Polícia Rodoviária, Thiago poderia ter dormido. "Ele nos informou que cochilou ao volante", disse. O carro foi encontrado 500 metros adiante ao ponto da colisão, com parabrisa quase todo prejudicado. Pelo acostamento, vestígios da gravidade da batida. Manchas de sangue, pares de tênis, sapatos, bonés e pulseiras espalhados, além de uma torta inteira no asfalto foram encontrados. Mais informações e fotos no: <a target="_blank" href="http://gcnvaz.wordpress.com"><b>Blog do Vaz</b>.

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