Para manter o Clube Esporte Leporace, como nos outros times de várzea, a diretoria depende das vendas de rifas, pizzas, jantares, almoços e na venda de camisetas.
"Neste ano já vendemos mais de 30 camisetas e para esse mês 80 estão encomendadas", disse o diretor Norival Carrijo de Andrade, o Maqueiro. Cada camisa sai por R$ 20. O clube ainda está com rifas sendo vendidas a R$ 1. "É assim que o clube sobrevive."
O time também recebe ajuda de patrocinadores, mas nenhum é de comerciantes do bairro. "Parece que eles (comerciantes) não veem a importância do time para o bairro. Temos que buscar ajuda fora", disse o diretor e tesoureiro do Leporace, Eroídes José Alves, o Mãozinha.
A intenção do clube é conseguir o título desse ano e disputar o Amador 2010. "O orçamento ainda é pequeno, mas estamos estudando esta possibilidade", disse Kin.
O clube esforça-se para manter no Leporace uma escolinha voltada para meninos de 6 a 16 anos. Os garotos são vencedores e hoje já somam 30 títulos. "Um dia tudo ficará para eles. Quem sabe daqui uns 20 anos não possamos ser um time profissional", sonhou o presidente Kin.
Guará, torcedor símbolo do time, anima todos esses jogos também. "Gosto de ver brilho. Assim enfeito a festa (jogo)", disse o bombeiro, que fica responsável por levar os fogos de artifício à partida.
Além de Guará outro que ajuda a levantar a torcida e ministra os olés contra o outro time, é Renatinho. "Ele ajuda a soltar os fogos e a gritar o nome do time", contou.
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