A vida depois da chuva


| Tempo de leitura: 2 min
<b>DRAMA DA VIDA</b> - Jaime e Hercília mostram as marcas da inundação na janela da casa no sítio invadido pela água
<b>DRAMA DA VIDA</b> - Jaime e Hercília mostram as marcas da inundação na janela da casa no sítio invadido pela água
Tudo o que Jaime Antônio Vilione, 74 anos, e Hercília Lopes dos Santos, 71 anos, conseguiram conquistar ao longo da vida foi perdido no último dia 19 de outubro. O casal mora em um pequeno sítio, cedido por um amigo, na região do Paiolzinho. O imóvel fica às margens do Córrego da Onça, que, com as fortes chuvas que caíram sobre a cidade naquele dia, transbordou, alagando diversas propriedades rurais. O sítio ficou quase que totalmente submerso. Por pouco, os dois moradores não foram arrastados pela correnteza. A água destruiu móveis, roupas, eletrodomésticos e alimentos. Doze dias após o temporal, os pequenos cômodos do imóvel ainda estão repletos de lama. Nas paredes, as marcas de barro denunciam que o nível da água ultrapassou 1,5 metro de altura durante o temporal. “A chuva estava muito forte. Quando abri a porta da cozinha, vi que tudo em volta da minha casa estava debaixo d’água. Gritamos por socorro e duas pessoas nos ajudaram. Foi muito difícil sair porque a correnteza estava arrastando tudo. Achei que iria morrer naquela noite”, disse Jaime Antônio. Sem ter onde ficar depois de ter a casa tomada pela enchente, o casal contou com a solidariedade de vizinhos, que disponibilizaram um pequeno quarto em uma fazenda, onde os aposentados estão dormindo, cozinhando e guardando os poucos pertences que conseguiram recuperar após a inundação. “Eu ainda tentei limpar tudo e voltar para a nossa casa, mas não tive forças. Na hora que a água veio, uma das portas de casa bateu no meu rosto e me machuquei, ficou muito difícil trabalhar assim”, disse Hercília. Na manhã de ontem, ela ainda olhava desolada para a casa onde morava. “Graças a Deus, estou viva, mas perdi quase tudo. Juntei dinheiro durante cinco anos para comprar os móveis e minha televisão. Tudo estragou embaixo d’água. Não tenho condições de comprar de novo. Se alguém puder nos ajudar com doação de roupas, móveis e alimentos, eu ficaria muito agradecida”, disse a aposentada, chorando. Os dois sobrevivem com a aposentadoria de R$ 465 que Hercília recebe. <b>SOLIDARIEDADE</b> O drama vivido pelo casal comoveu a dona de casa Rosemeire Aparecida da Silva, que está ajudando a recolher doações para os aposentados atingidos pela enchente. “Estou ajudando do jeito que posso. Meu marido tem um pequeno caminhão e está usando o veículo para transportar as doações até lá. São pessoas simples e que precisam muito de ajuda”. As pessoas interessadas em enviar qualquer tipo de ajuda ao casal podem levar suas doações até a Rua Sérgio de Castro Oliveira ,1134, no Jardim Palma, ou ligar para os telefones 3727-8300 ou 9197-8074.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários