Eu não uso óculos


| Tempo de leitura: 3 min
<b>BELEZA E PRATICIDADE</b> -  Denise Neves Melo é obrigada a usar óculos, mas prefere as lentes de contato
<b>BELEZA E PRATICIDADE</b> - Denise Neves Melo é obrigada a usar óculos, mas prefere as lentes de contato
Você pode não vê-la, mas ela está lá. Olhe mais de perto. Viu? Seja por vaidade ou necessidade as lentes de contato são as preferidas por quem não é fã dos óculos e precisa corrigir um problema oftalmológico. Sua popularização fez aparecer um mercado recheado de opções. Há, por exemplo, opções de lentes descartáveis com validade de um dia. Há ainda aquelas que podem ser usadas por uma semana ou mais meses. O paciente pode optar também por uma lente com maior durabilidade ou validade de 365 dias. “Tem ainda aquelas que a pessoa não tira nem na hora de dormir”, disse Vieira. Neste caso, a validade é menor. A troca deve ser feita a cada 28 dias. O preço do produto varia conforme o grau, a marca e a durabilidade. Antes de sair por aí exibindo a lente de contato saiba que é necessário “visitar” um oftalmologista. Só ele fará um exame criterioso para saber se o paciente pode fazer uso da lente e qual a indicada. O oftalmologista Plínio Murta Vieira disse que o uso da lente não é uma decisão do paciente. “É preciso analisar, por exemplo, se a pessoa não tem alergia nem hipersensibilidade aos produtos de conservação da lente”. O mau uso pode causar doenças como conjuntivite, úlcera de córnea e ceratite (inflamação profunda da córnea). A limpeza incorreta e a má conservação podem gerar fungos. Ainda é preciso ficar atento à maneira como usá-la e ao prazo de validade. É a partir do exame oftalmológico que será definido se o paciente usará as lentes gelatinosas ou rígidas. As gelatinosas são flexíveis e oferecem mais conforto ao usuário já que são de fácil adaptação. As rígidas são indicadas para todas as necessidades de correção visual. A adaptação, no entanto, é mais difícil. Há oito anos a relações humanas, Denise Neves Melo, 26, teve sua primeira experiência com uma lente de contato. Após passar por uma consulta médica foi informada que teria que usar óculos. Logo, pensou: “Não uso óculos de jeito nenhum. Acho muito feio”. Decisão tomada, ela tratou logo de pedir as lentes de contato. “Uso a descartável. Troco todo mês”, disse Denise que gasta, em média, R$ 180 por ano com a aquisição das caixas de lentes. Denise Neves só usa lentes transparentes, mas para quem gosta há várias opções coloridas. Um verdadeiro leque de coloração. As mais comuns são verde, azul, castanho e cinza. Os mais ousados podem solicitar formatos ou desenhos como olho de gato, estrela, coração, flores, entre tantos outros. “A maioria das pessoas prefere as lentes transparentes. As coloridas e com desenhos são critérios pessoais do paciente”, disse o médico Plínio Vieira. Para Denise Neves, o uso das lentes só têm vantagens, até mesmo nos afazeres mais simples do dia-a-dia. “Quando saio na chuva não tenho problema com os respingos como aconteceria se eu estivesse de óculos”. Só não é agradável quando, por descuido, ela perde a lente. “Nem sei quantas vezes perdi. Quando a lente resseca, ela sai facilmente do olho”, disse Denise que só tira sua lente para dormir. Foi em uma destas vezes que ela viveu uma situação inusitada. “Eu e minha irmã usamos lentes e um dia quando acordei peguei o primeiro estojinho que vi na minha frente. Quando estava tomando café vi que algo estava errado. Foi aí que minha irmã gritou do banheiro dizendo que eu estava com a lente dela”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários