Tenho acompanhado o trâmite do Projeto de Lei do Governo Serra (PLC 29) que trata da remuneração e progressão na carreira dos professores através de provas. Constato que os professores dificilmente receberão os R$ 7 mil alardeados pelos deputados defensores. Infelizmente os deputados estaduais por Franca não se manifestaram, não ocuparam a tribuna para se posicionarem contrários à verdadeira afronta que se quer realizar contra os professores e a população paulista. O projeto não observa o princípio da isonomia, que é a igualdade de remuneração entre professores que exerceram a mesma função – portanto, função igual, salário igual – e hoje estão aposentados após darem o melhor de suas vidas para formarem, inclusive, quem hoje os apunhala pelas costas. Lamentável! O “governador de nervos de aço” – como o próprio Serra se autodenomina – também tem um coração de pedra. Tenho certeza: se a educação vai mal não é por causa dos professores e sim pela política falha que vem sendo adotada há 15 anos consecutivos pelo PSDB, tempo em que passaram pela Secretaria da Educação, quatro secretários. O projeto aprovado não concede nenhum aumento de salário aos professores da ativa e nem aos aposentados que estão vivendo numa penúria de dar dó. A classe sempre acumulou grandes perdas salariais, nunca repostas pelos governos. Primeiro, Serra deveria ter reposto perdas. Depois, democraticamente, deveria discutir com as entidades representativas da categoria a implantação de um plano de cargos e salários. Já preocupa a falta de professores para lecionar determinadas matérias. Considero isso reflexo direto da falta de políticas sérias que os valorize.
Carlos de Assumpção Júnior
Franca - SP
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