Os pacientes da região que dependem de atendimento psiquiátrico poderão ser atendidos na cidade onde moram. Atendendo a uma orientação da Secretaria Estadual de Saúde, que se baseia nas novas diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, desde agosto, os municípios estão implantando o atendimento básico de psiquiatria próprio.
Atualmente somente as grandes cidades costumam ter uma rede própria para esse tipo de paciente. Na região, por exemplo, a maioria das cidades encaminha seus doentes mentais para Franca. Apenas Patrocínio Paulista e Restinga já contam com este tipo de tratamento. Rifaina começou a atender na última semana. Os demais municípios não contam com profissionais psiquiatras e pelo menos três deles ainda estão se reorganizando para atender à orientação.
O secretário de Saúde de Rifaina, Antônio Carlos Marcelino, acaba de se adaptar. Desde a última sexta-feira, os pacientes daquela cidade já contam com a Equipe Mínima de Saúde Mental, formada por psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeiro e clínico geral. O atendimento será no Centro Clínico por onde já passaram 15 pessoas. “Vamos nos reunir para avaliar cada caso, para discutir como será o tratamento”, disse a psicóloga, Elaine Azevedo, que faz parte da equipe. Segundo ela, atualmente o município tem 30 pessoas em tratamento.
A psicóloga e interlocutora municipal de saúde mental de São José da Bela Vista, Daniela Silva, disse que já foram feitos os contatos com um psiquiatra e que o próximo passo será reformar o prédio onde será feito o atendimento. “O atendimento só deve começar em 2010”. Atualmente, 30 pacientes necessitam de acompanhamento em São José.
Em Itirapuã, um médico do Programa de Saúde da Família, que é especialista em medicina de família, está sendo capacitado para atender os pacientes a partir de novembro. “Estamos sendo pressionados pelo Estado a contratar esse profissional, mas não estamos recebendo nenhum apoio financeiro. O bom é que o paciente será atendido na própria cidade, o problema é que os municípios terão que arcar sozinhos com o atendimento”, disse disse o secretário de Saúde, Aroldo Santana. Quarenta pessoas estão em tratamento em Itirapuã. Entre os pacientes estão neuróticos graves, psicóticos, depressivos e problemas com álcool e droga.
O secretário de Saúde de Ribeirão Corrente, Etiene Alberto Luiz, reclama que está com dificuldade de contratar um psiquiatra. “Não conseguimos encontrar esse profissional. Acredito que só resolveremos esse problema no próximo ano”, disse o secretário, que hoje trabalha com 50 pacientes, sendo dez com mais graves.
<b>SEM PRAZOS</b>
Os secretários de saúde e psicólogos afirmam que o assunto começou a ser tratado no último mês de agosto durante um encontro no DRS-8 (Departamento Regional de Saúde), em Franca, e que teriam sido orientados a montar as equipes até novembro.
Já a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde afirma que não há um prazo estipulado para as mudanças. Além disso, segundo a assessoria, não haveria obrigatoriedade de adaptação nem punição para as cidades que não fizeram a implantação do novo sistema.
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