Anúncio de fechamento da `Otávio Martins` assusta professores, pais e estudantes


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<b>PREOCUPAÇÃO</b> - Entrada da Escola “Professor Otávio Martins de Souza” na tarde de ontem: fechamento vira mobilização
<b>PREOCUPAÇÃO</b> - Entrada da Escola “Professor Otávio Martins de Souza” na tarde de ontem: fechamento vira mobilização
A Escola Estadual “Professor Otávio Martins de Souza” recebeu nesta semana um anúncio que mobilizou pais, professores, alunos e moradores da Vila Chico Júlio. A diretora da instituição, Elza Trevizani Secco Nascimento, foi comunicada pela Diretoria Regional de Ensino que a escola fecharia a partir de 2010. A notícia, dada na última terça, caiu como uma bomba na comunidade escolar que desde então realiza manifestos para evitar que o ato realmente aconteça. A escola existe há 36 anos, tem cerca de 600 alunos de Ensino Fundamental e Médio e é uma das mais tradicionais da cidade. O motivo do fim da escola seria que o prédio onde ela funciona, na Rua Benedito Maniglia, daria lugar a Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Franca, atualmente sediada no antigo prédio da Unesp no Centro. Ontem, a diretora disse não saber se esse era realmente o motivo. Elza apenas confirmou ter recebido o aviso e repassado aos professores. Esses deveriam, até ontem, pedir o remanejamento para outra unidade escolar. Surpreendidos, os professores avisaram os alunos que, por meio do Grêmio Estudantil, organizaram uma reunião com pais e a comunidade local. A reunião aconteceu na noite de quinta-feira na cabana da Igreja São Benedito, na Vila Chico Júlio, e contou com a participação de aproximadamente cem pessoas. “Ficamos sabendo que a escola seria fechada e ficamos muito tristes. Não queremos que ela feche. Temos bons professores e um ensino de qualidade. Tudo o que falam de mal da escola não é verdade”, disse uma aluna ouvida pelo Comércio. Ontem, em mais uma tentativa de manter a escola aberta, pais, alunos e professores foram até a Câmara Municipal pedir apoio do deputado estadual Vanderlei Siraque (PT), presente num debate sobre segurança pública do Partido dos Trabalhadores. Para a mãe de um aluno da escola, a doméstica Regina Maria Pereira, 38, toda ajuda é válida, pois segundo ela, o fechamento da escola só trará transtornos aos pais e prejuízo aos estudantes. “Tenho um filho de 12 anos e ele fica em período integral na escola. Se ela fechar não tenho com quem deixá-lo. Como vou trabalhar? Sou viúva e preciso sustentar a minha casa”. Morador do bairro, o advogado Samuel Gomide, 25, também quer a permanência da escola. Ele acredita que a unidade tem um papel social para a comunidade e por isso não deve ser fechada. “Ela ajuda a população carente e dá resultados positivos. Além disso, fechar uma escola é muito negativo”. Como não há nenhum papel oficial que comprove ou não o fechamento da escola, pais e alunos ainda pretendem organizar novas manifestações - pensam inclusive em uma passeata - até que alguém se pronuncie e deixe documentado não se tratar apenas de um engano. “Onde há fumaça há fogo e como não acreditamos em promessa queremos uma confirmação assinada”, disse um pai que pediu para não ser identificado. Ao menos seis professores da escola também foram ouvidos, mas pediram anonimato com medo de represálias.

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