A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investiga uma grave denúncia feita por uma jovem de 15 anos. Ela disse ter sido estuprada pelo padrasto. A garota alegou que desde os 13 anos vem sendo molestada pelo homem. Segundo ela, sua mãe sabia dos atos e ainda os teria incentivado. A adolescente disse à polícia que dormia com o suspeito a mando da própria mãe. Extraoficialmente, a cabeleireira negou as acusações. A menor teria "inventado" a história após ter ficado de castigo por chegar tarde em casa. Há menos de um mês, a garota mora com uma tia.
A adolescente resolveu fazer a denúncia na última quinta-feira. A garota relatou o que teria vivido em uma casa da zona oeste à delegada Graciela de Lourdes Davi Ambrosio. "Ela veio (à delegacia) com a tia e uma irmã de 20 anos, que é casada e não mora na residência onde supostamente teriam acontecido os abusos. Seu depoimento durou mais de três horas. Após ouvi-la, determinei o registro da ocorrência de estupro e irei investigar. Ainda não ouvimos a mãe e o acusado. Eles serão intimados nos próximos dias", disse a delegada.
No depoimento registrado na DDM, a adolescente disse que sua mãe, mulher de 39 anos, ficou conhecendo o acusado, um homem de 26 anos, e passaram a se relacionar. O homem foi morar em sua casa e logo passou a molestá-la sexualmente. "Ela disse que dormia no colchão que ficava no mesmo quarto da mãe. Durante a noite, o homem se deitava ao seu lado e passava a acariciá-la. Na primeira vez a menina disse que pensou em gritar, mas como estava sozinha com a mãe no quarto e ela estava vendo tudo que o companheiro fazia, percebeu que não adiantaria", disse Graciela.
Segundo a adolescente, seu padrasto iniciava os atos sexuais com ela e os concluía com sua mãe. Isso teria ocorrido por várias vezes. "Ela alegou que a mãe pedia para que a filha aceitasse a aproximação do padrasto, pois se não tivesse esse relacionamento iria perder o “marido”. Como era jovem alegou que passou a aceitar o pedido", disse a delegada. A menor foi submetida a exame de corpo de delito. O resultado comprovou não ser mais virgem.
A reportagem do Comércio procurou a mãe, que preferiu não comentar em entrevista as denúncias. A advogada da família, disse que aguarda a apuração dos fatos para se manifestar oficialmente. "Nós vamos esperar a apuração. Na realidade, é inconcebível essa ideia de que a mãe sabia e não fez nada. A verdade virá à tona. Eu confio plenamente que não houve isso, mas não queremos exposição até mesmo para preservar a menina", disse.
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