Fórum de Desenvolvimento


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Inicialmente quero fazer uma correção histórica: o evento que se realizará no próximo sábado não é a primeira edição. É a segunda. O governo do PT implantou o Fórum de Desenvolvimento Econômico em 15 de agosto de 1997, em reunião realizada na FACEF, com a presença de todos os sindicatos e associações francanas e resultou na criação de vários Grupos de Trabalho que, nos anos seguintes, realizaram o Seminário de Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento Econômico de Franca (setembro de 1998); implantação da Incubadora de Empresas (segundo semestre de 1998); Revista de Franca em 3 idiomas (segundo semestre de 1998); Lei nº 5.210, de 19 de julho de 1999, para Incentivo a Novas Empresas; instalação do Banco do Povo (07 de maio de 1999); criação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), através da Lei nº 4.995 de 10 de fevereiro de 1997); adesão da cidade ao PNMT - Programa Nacional de Municipalização do Turismo (primeiro semestre de 1998); I e II Encontro Regional de Turismo (maio de1998 em Franca e dezembro de 1998 em Claraval - MG); elaboração do Plano de Desenvolvimento Turístico da Região do CBH-SMG (Comitê de Bacia Hidrografica Sapucai-Mirim e Grande, maio de 1999); continuidade na participação de pequenos empresários nas feiras de calçados que eu iniciei na Francal de 1997. Várias outras sugestões e ações foram desenvolvidas por esses grupos e que podem ser constatadas através dos registros existentes. Não sei o porquê de tanto esquecimento por parte do atual prefeito. Recordo-me que o ex-prefeito Gilmar, em todas as oportunidades, fazia questão de ressaltar as obras e realizações dos prefeitos anteriores. Aliás, é bom que se lembre que a Uni-Facef apresentou, em 12 de fevereiro de 1998, o interessante trabalho `Projeto para a viabilização do desenvolvimento econômico do município de Franca`. Deve ser lido e atualizado. Dessa forma, o que se pretende fazer, no próximo sábado, é continuar a importante iniciativa de 10 anos atrás. Infelizmente, essa ação da atual administração já deveria ter acontecido durante seu primeiro mandato. As mudanças econômicas que a cidade está vivenciando já estão em curso há anos e o poder público tem que estar atento, conduzindo o planejamento estratégico do desenvolvimento sócio-econômico da cidade. É importante lembramos que pensar a atuação da Prefeitura e da sociedade civil no desenvolvimento é, antes de tudo, definir o desenvolvimento como algo mais amplo do que simplesmente seu aspecto economicista. O mundo realiza, nos últimos anos, mudanças absolutas nos seus valores e necessidades e isso tem levado a uma visão mais ampla de desenvolvimento que coloca o ser humano e o interesse coletivo como pontos centrais. Portanto, por não podermos contar com um futuro de estabilidade conjuntural (nacional e internacional) para planejamentos de longo prazo, a Prefeitura deverá sair desse encontro sabendo que tem a responsabilidade de ser - permanentemente - a articuladora e facilitadora de ações comprometidas com geração de emprego e renda, que promovam a cidadania e que estejam, ainda, sintonizadas com as futuras e inevitáveis mudanças conjunturais. Cassiano Pimentel Agente de exportação e professor universitário

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