O motorista Ulisses Pereira Geraldo, 24, foi condenado a 8 anos de cadeia ontem em regime semiaberto, por ter matado sua mulher a sapateira Luciene de Jesus, 28 anos. A condenação foi do Júri de Execuções Criminais de Franca e a sentença decretada pelo Juiz José Rodrigues Arimatea. A decisão ainda cabe recurso e o acusado aguardará em liberdade uma vaga numa colônia penitenciária.
O crime ocorreu em julho de 2007. O rapaz teria estrangulado a mulher e depois escondido o corpo embaixo da cama. Em sua alegação, o réu disse ter sido motivado pelo ciúmes, principalmente, após a vítima ter trocado seu nome pelo de um suposto amante. O fato teria ocorrido durante um momento íntimo do casal.
O julgamento do motorista começou por volta das 9 horas e durou cerca três horas. As explanações da acusação foram feitas pelo Promotor de Justiça Odilon Néri Comodaro. Ele queria 12 anos para o réu, sentença que seria agravada em razão da morte por asfixia (tal forma é considerada qualificadora por impossibilitar que a vítima se defenda). Logo em seguida, os advogados de defesa, Braz Porfírio Siqueira, Marlon Cléber Rodrigues Silva e Márcio Porto, defenderam a tese de que o autor agiu sob “violenta emoção” originada, segundo enfatizaram, por uma “provocação” da mulher, ou seja, ela falou o nome do amante durante uma relação sexual. A alegação foi aceita pelos jurados por quatro votos a três.
Com a decisão, Ulisses Pereira Geraldo foi condenado, mas teve a pena definida em 8 anos de cadeia a ser cumprida em regime semiaberto. O Promotor de Justiça, Odilon Néri Comodaro, não deu entrevistas após o resultado. Ele tem cinco dias para recorrer da decisão, assim como os advogados de defesa, caso considerem necessário.
<b>O CRIME</b>
O assassinato aconteceu no Bairro São Luiz, zona leste de Franca. Ulisses Pereira chegou em casa por volta das 23 horas e discutiu com a companheira, a sapateira Luciene de Jesus, pois ficou sabendo que a mulher era infiel. Logo tudo se acalmou e eles fizeram as pazes. Durante uma relação sexual, Ulisses, segundo depoimento, disse que Luciene o teria chamado de Juninho, nome do suposto amante. Ele a matou por asfixia ao enforcá-la até a morte. Depois, ele colocou o corpo sob a cama do casal, mas após dois dias se entregou à polícia.
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