Seis meses depois, projeto autoriza praças para bolotas


| Tempo de leitura: 2 min
Seis meses depois de os boloteiros serem obrigados a deixar as áreas públicas, os vereadores aprovaram, na sessão de ontem, a implantação de praças de alimentação populares na cidade. A matéria, que tramita nos bastidores do Legislativo desde maio, foi apresentada como alternativa para abrigar os informais. A ideia é que a Prefeitura ofereça aos comerciantes áreas do município, dotada de infraestrutura - como quiosques, banheiros, pavimentação e iluminação - para que os interessados montem seus negócios. Como o projeto demanda recursos, caberá ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) decidir pela sua implantação. Diferente das sessões realizadas há alguns meses, quando os boloteiros lotavam a Câmara em busca de solução para o problema, ontem eles não compareceram. Sem plateia, o projeto foi discutido - e votado - em menos de 30 minutos. Onze vereadores estavam no plenário no momento da discussão. Apenas os autores da matéria - Paulo Zamikhowsky (PSB), Paulo Afonso Ribeiro (PT) e Josivaldo Bahia (PTB) - manifestaram opinião sobre o tema. Os demais ouviram e concordaram com a iniciativa. Inicialmente, os parlamentares haviam indicado a área existente no Bairro Estação, próximo à antiga Mogiana, para a implantação de um projeto piloto. Mas, por determinação da própria Prefeitura, o local transformou-se no estacionamento da feira livre. Na prática, será o prefeito quem definirá, caso ele aprove o projeto, onde serão instaladas as praças de alimentação. Paulo Zamikhowsky acredita que a iniciativa, mesmo que com atraso, é válida. Ele está otimista na aprovação pelo prefeito. “Franca está crescendo demais. Temos que olhar para o futuro. Novos profissionais vão surgir e bairros também. E nos bairros atuais não existe isso. Existem alguns boloteiros que alugaram terreno e estão trabalhando. Mas o que a gente quer é oferecer um mix de produtos em uma área que vai valorizar o bairro”. OUTROS PROJETOS Além das praças de alimentação, outros quatro projetos foram discutidos e aprovados na sessão de ontem. Um deles autoriza o prefeito a remanejar 15% das verbas do orçamento próprio sem a aprovação da Câmara. A matéria é retroativa aos decretos publicados desde janeiro e segue uma determinação do Tribunal de Contas do Estado. Outro projeto que passou pela sanção dos vereadores foi do presidente da Casa, Joaquim Pereira Ribeiro, que abona as faltas dos servidores quando estes participarem de cursos ou congressos de capacitação. Por fim, dois projetos de lei aprovados deram nomes a ruas da cidade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários