Uma bandeira da paz?


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Aquele que souber responder qual é o futuro do professor certamente estará nos dizendo também, qual será o futuro dos alunos. O que gostaríamos de saber, de verdade, é quem estenderá a bandeira da paz entre alunos e mestres, e não quem continuará atirando pedras. A bandeira da paz talvez possa ser representada por condições dignas de trabalho e salário decente aos professores e demais profissionais da educação. Também, por condições sócio-econômicas adequadas aos pais dos alunos para que possam acompanhar, de fato, a educação e escolarização dos filhos. Essa bandeira, entretanto, só pode ser estendida ou hasteada por governantes dignos do nome e decentes em seus atos. Governantes que saibam, de fato, o que ocorre à suas voltas e não neguem os fatos. Enquanto tivermos milhões de estudantes esperando por uma prova que foi roubada e o governo tentando passar a impressão de que nada tem com isso; enquanto o mérito estiver sendo substituído por inquérito; enquanto o cidadão de bem permanecer ocupando a função de mero pagador de impostos, posso dizer que não há futuro nem para professores, nem para alunos e muito menos para a nação. Alguém já disse que "um país se faz com homens e livros". Evidentemente falava de homens que saibam escrevê-los e com homens que saibam lê-los. Como se desfaz um País a gente sabe: "não sei, não vi; não ouvi; não é comigo; não sei de nada; isso é coisa de oposição etc, etc e etc"... Triste, mas como sempre "nunca antes na história deste País..." Éder Silveira Brazão Franca - SP

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