Gostaria de dizer ao leitor Delci Liberti (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id= 48563) o mesmo que já disse, neste Comércio, aos que se posicionam contra a gratuidade: os idosos que viajam nos ônibus, em sua maioria, estão trabalhando para ajudar netos ou filhos jovens que, ou estão desempregados ou não têm salários dignos para sustentar com o mínimo seus próprios familiares. Paguei ônibus toda a minha vida e já são 75 anos. Logo, sustentei, como a maioria daqueles que são idosos, o conforto que vocês, jovens, usufruem hoje, a exemplo de asfalto, escolas, gratuidade de materiais escolares, uniformes, alimentação, Bolsa Família, auxílio-desemprego e uma porção de pequenas coisinhas importantes e nem sempre observáveis. Vocês, que são jovens, ao invés de ficarem resmungando um montão de inverdades e impropérios, deveriam sim, ter a hombridade de entrarem com ações judiciais para que o Senado Federal retire da Constituição as leis que regem o Estatuto do Idoso. A Prefeitura nada pode fazer a respeito. O Estatuto do Idoso é federal. Nos delega, ainda, prioridade nos embarques e assentos reservados, coisas que nunca vi na cidade de Franca. Será que é falta de conhecimento ou má educação do povo?
Pedro Raphael Sabbato
Franca - SP
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Qual é o problema de os idosos passearem de ônibus, se é uma alternativa (ridícula, mas é) de ócio para quem (isso quando tem sorte) recebe uma pensão sem o mínimo poder aquisitivo e não tem nenhum benefício ou conquista social? Meu pai mora em Franca e o único prazer que ele tem na vida, aos 83 anos, é pegar o ônibus até o centro, comprar seu jornalzinho e pegar o ônibus de volta, para depois enfiar-se em casa atrás de um espesso muro que o `protege` da violência de uma sociedade sem moral. Se morasse na Espanha utilizaria o transporte que desejasse conquistado por anos e anos de trabalho e iria se reunir com os amigos da mesma idade num centro social para desfrutar de uma programação especialmente pensada para entretê-lo nesses anos em que (os idosos se tornam) passíveis de depressão pela sensação de estarem chegando ao fim da linha. Há gente que não entende que o transporte público é um direito do cidadão e não é um serviço que deva dar lucro. Viaje um pouco antes de opinar, conheça outras alternativas e deixe de votar em profissionais do auto enriquecimento.
Carlos Martí Hernández
Franca - SP
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Não se deve atribuir o preço das passagens à parcela de pessoas que, por direito, devem tê-las mas, a massa precisa ser mais participativa em reivindicações organizadas ao invés de apontar pessoas que contribuíram ao progresso da cidade. Em relação ao desrespeito do cobrador ao idoso, citado pela reportagem deste Comércio, destaco outro ângulo: a falta de educação dos cobradores é um desrespeito claro ao Código de Defesa do Consumidor, já que a empresa frisa na mídia que tem "motoristas e cobradores treinados para melhor atendê-los`!!!
Rogério Cleberson
Franca - SP
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