Uma pessoa com boa índole, esforçada e com uma vida normal. Conhecidos e vizinhos do professor de 38 anos acusado de cometer abusos sexuais a duas estudantes de 11 anos em uma escola estadual de Franca afirmaram no sábado, ao Comércio, que nunca observaram qualquer desvio de comportamento do professor. Pedindo para não serem identificados, disseram que ele levava uma tranquila e que tinha batalhado muito para conseguir a vaga de professor.
Um dos entrevistados, que teria trabalhado com o acusado em uma pastelaria, disse que o professor é "muito bom", "formidável". Outra das fontes chegou a dizer que, mesmo com a acusação, acredita na inocência dele. Vizinhos também relataram que não o veem há mais de uma semana.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com o professor até o fechamento desta edição. No sábado, foram feitas pelo menos três ligações para cada um dos telefones obtidos do indiciado, da advogada e da mãe dele. O Comércio foi até a residência da mãe do professor, mas não encontrou ninguém. Em seguida, a reportagem foi até a casa da advogada - onde, segundo fontes confidenciais, ele poderia estar - e também não teve êxito. O portão estava fechado com cadeados.
<b>O CASO</b>
O caso começou em 23 de setembro, quando uma criança de 11 anos fez a primeira denúncia à direção da escola estadual. Na ocasião, a aluna disse que o professor tinha passado a mão em seu seio. Na semana seguinte, uma jovem de outra classe, na mesma escola, fez uma denúncia mais grave. A jovem relatou que ele teria forçado-a a praticar sexo oral. Após as acusações, o docente foi afastado pela direção.
Em investigação há três semanas, a Delegacia de Defesa da Mulher ouviu até agora os testemunhos das supostas vítimas bem como de mais seis alunas da escola estadual. Nos depoimentos, testemunhas disseram ter visto o professor entrando com as menores em salas de aula vazias. A polícia também estuda a possibilidade do professor atrair meninas oferecendo dinheiro para a compra de doces e o uso de páginas de relacionamento na internet para convidar uma das estudantes a frequentar sua casa. Antes de quaisquer conclusões, a DDM pretende ouvir todas as testemunhas e dirigentes da unidade de ensino. O Ministério Público também acompanha o caso.
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