Os lixeiros de Franca amanheceram ontem de braços cruzados. Cerca de 80 funcionários (o que inclui também os trabalhadores da coleta seletiva) paralisaram o serviço para reivindicar aumento de 10% no piso salarial. A negociação com a Colifran, empresa responsável pela coleta, foi exaustiva. Houve quatro tentativas de acordo durante o dia e só no meio da tarde se chegou a um consenso: 9% de reajustes. Os lixeiros voltaram ao trabalho.
Presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação, Antônio Rodrigues Gomes, disse que os lixeiros decidiram pelo manifesto na tarde de quinta-feira e sentaram para negociar na manhã de ontem. A data base da categoria ocorreu em setembro. Antes do reajuste estabelecido, o salário de um lixeiro, segundo Gomes, era de R$ 596,35 e mais R$ 186 de insalubridade. Além do aumento real, houve também reivindicações na cesta básica e no vale-transporte.
As negociações entre representantes dos funcionários e a diretoria da empresa ocupou toda a manhã. Inicialmente três propostas foram feitas: a primeira de 5,16% de aumento, a segunda de 7% e, por último, de 8%. “Os funcionários queriam 10% e não iriam desistir. Já a empresa disse que os 8% era a última proposta e o máximo que poderia oferecer, pois esse valor estaria acima da inflação”, disse Gomes.
No meio da tarde, próximo das 15 horas, diante da resistência dos lixeiros em voltar ao trabalho a empresa cedeu e ofereceu 9% de reajuste (de R$ 596,35 para R$ 650,89), além do pagamento imediato da quinzena já com o aumento. Os funcionários aceitaram a proposta e retornaram ao trabalho imediatamente. “Foi uma conquista interessante. O dia não foi descontado, eles não perderam a cesta básica e ainda tiveram a antecipação da quinzena”, disse o sindicalista.
Em nota, a Colifran disse ter tido uma negociação intensa e que a greve foi “imposta indevidamente e de maneira radical”. Por fim afirmou que com o acordo as atividades começariam a voltar à normalidade.
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