Promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) e da Promotoria de Defesa da Cidadania cumpriram três mandados de busca e apreensão de computadores, ontem, no Paço Municipal, na Secretaria de Educação e na casa de uma servidora municipal. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Franca. O Ministério Público informou apenas que a ação foi deflagrada para apurar suposto favorecimento em licitações para compra de mobiliário escolar. Os promotores se recusaram a dar mais detalhes sobre as investigações.
As buscas foram realizadas de maneira simultânea por seis promotores e dois oficiais. Eram 15 horas quando os integrantes do Ministério Público se dividiram e começaram a operação. Na Secretaria de Educação, foram apreendidos computadores da diretora de Divisão de Planejamento, que trabalha há 30 anos na Prefeitura, e da gerente de Planejamento Orçamentário, que tem mais de 15 anos de casa. Ambas, são as responsáveis pela compra de mobiliário e equipamentos. “Quando cheguei, os promotores já estavam aqui e fiquei muito assustada. Não sei o motivo da apreensão. As duas funcionárias são zelosas e trabalham com muita capacidade. Acredito muito nestas funcionárias”, afirmou Leila Haddad Caleiro, secretária de Educação.
Os promotores também fizeram buscas na casa de uma servidora, onde apreenderam outra máquina e armas de fogo. A ocorrência foi registrada no Plantão Policial.
Na Paço Municipal, foram apreendidos computadores e documentos na Divisão de Compras e Licitações. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) disse que sabia da investigação há dois meses, mas que desconhecia o seu teor (leia matéria de apoio).
O Ministério Público se limitou a divulgar uma nota de sete linhas à imprensa informando que as buscas foram necessárias para o andamento de investigação destinada a apurar notícias de fraude em licitações para aquisição de móveis escolares. Os promotores se recusaram a responder perguntas e afirmaram que o que podia ser divulgado estava na nota. O caso corre em segredo de Justiça.
O Comércio apurou junto a uma fonte que a investigação teria começado no ano passado e também incide sobre outras nove prefeituras de cidades do litoral norte e da região de Campinas. O inquérito teria sido aberto após o irmão do dono de uma empresa de móveis que negocia com prefeituras em todo o Estado ter afirmado à Polícia Federal que atuava como intermediário em licitações. Segundo a sua versão, o processo era facilitado para que a empresa, sediada em Espírito Santo do Pinhal (SP), fosse a vencedora. Em alguns municípios, como em Limeira, a denúncia foi arquivada.
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