Trio preparou emboscada e executou sitiante para evitar cobrança de dívida


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<b>NA DELEGACIA</b> - Antônio Martins da Cruz e João Paulo de Oliveira Cruz são apresentados na sede da DIG de Franca na tarde de ontem: prisão temporária
<b>NA DELEGACIA</b> - Antônio Martins da Cruz e João Paulo de Oliveira Cruz são apresentados na sede da DIG de Franca na tarde de ontem: prisão temporária
Investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam três pessoas de uma mesma família. Eles foram acusados de serem os autores da trama que resultou na morte do sitiante Eduardo Donizete Pereira, 38, ocorrida em Patrocínio Paulista. Os acusados, que residem no sítio da Barra, em Patrocínio Paulista, são os mesmos que compraram da vítima 12 cabeças de gado. Com o pretexto de pagar a dívida de R$ 22 mil ao sitiante, João Martins da Cruz, 45; seu filho João Paulo de Oliveira Cruz, 18, e tio Antônio Martins da Cruz, 38, armaram uma emboscada para atrair Pereira. A vítima foi espancada e morta antes de ser jogada no Rio Santa Bárbara. O objetivo era não pagar a dívida com o sitiante e simular que Eduardo Donizete havia sido roubado antes de ser morto. O plano arquitetado pelos acusados foi descoberto após os agentes do setor de homicídios da DIG de Franca, em uma ação conjunta com os investigadores de Patrocínio Paulista, seguirem diversas pistas deixadas pelos autores do assassinato. Eduardo desapareceu de casa no dia 28 de setembro. No dia seguinte, seu carro foi encontrado próximo a um motel na Rodovia Fábio Talarico. A polícia intimou a família Cruz para um interrogatório no qual esperava confirmar o pagamento da dívida referente à venda do gado. Não existiam suspeitas consistentes nem provas contra eles. “Dois dos autores do crime foram ouvidos naquela semana e chegaram a dizer que o pagamento havia sido feito normalmente apresentando inclusive um recibo assinado pelo sitiante (o pagamento teria sido feito em dinheiro, mas uma conferência na conta bancária do sitiante não revelou saque nestes valores). Restavam pontos a serem esclarecidos. Eles passaram a suspeitos do crime”, disse o delegado Márcio Murari. Assim que o corpo do sitiante Eduardo Donizete Pereira foi encontrado no Rio Santa Bárbara, no último dia 3, a polícia conseguiu novos elementos e começou a desvendar o mistério. As pistas direcionaram o caso para os três autores comerciantes. Foram descobertas as pedras usadas para afundar o cadáver no rio e o saco em que o sitiante morto foi colocado. “Essas pedras são exatamente iguais as existentes em uma calçada na propriedade dos acusados. Os sacos também são iguais a alguns encontrados na propriedade. Além disso, outros detalhes foram obtidos e conseguimos comprovar a participação deles. No fim foi possível pedir suas prisões temporárias”, disse o delegado. Entre os detalhes está o número da placa de um automóvel pertencente a um dos autores visto por outro lavrador nas proximidades do local onde estava o corpo. [FOTO2] Diante das evidências levantadas pela polícia, os acusados confessaram o crime. João Martins da Cruz, seu filho João Paulo de Oliveira Cruz e tio Antônio Martins da Cruz, prestaram depoimento à polícia e contaram como mataram o sitiante. (leia como foi no apoio). Eles foram presos na última sexta-feira e apresentados à imprensa na tarde de ontem. O único ausente na delegacia foi João Martins, que por problemas de saúde foi internado sábado na Santa Casa sob escolta policial. João Paulo e Antônio Martins se negaram a dar entrevistas. Nenhum dos acusados tem passagem policial anterior. Todos estão presos por 30 dias, prazo que a polícia tem para concluir o inquérito e solicitar a prisão preventiva. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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