Vítima foi espancada até a morte por algozes


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ELUCIDAÇÃO - Imagem de arquivo mostra policiais civis e militares trabalhando no dia em que o corpo de Eduardo Donizete foi encontrado em rio de Patrocínio Paulista
ELUCIDAÇÃO - Imagem de arquivo mostra policiais civis e militares trabalhando no dia em que o corpo de Eduardo Donizete foi encontrado em rio de Patrocínio Paulista
Para a execução do assassinato do sitiante Eduardo Donizete Pereira, segundo a polícia, os autores montaram um plano que acreditavam não ter “furos”. Tudo foi arquitetado para evitar o pagamento da dívida de R$ 22 mil. Os acusados, no entanto, deixaram rastros que levaram a polícia a esclarecer o crime em nove dias. Os agentes apuraram que um dos acusados, o sitiante João Martins de Cruz, negociou e recebeu o gado de Eduardo, mas depois não tinha o dinheiro para honrar a dívida. Ele, o filho João Paulo de Oliveira Cruz e o irmão Antônio Martins de Oliveira, planejaram então a morte do credor. Segundo a polícia apurou, João Martins estava devendo a vítima há mais de 90 dias. Pelas 12 cabeças de gado, ele pagaria R$ 22 mil. Como comprovação do negócio deu a Eduardo um cheque de R$ 5 mil. Este seria devolvido passado o período mencionado. O acusado então renegociou o gado. “Após o tempo combinado, ele não tinha como pagar e por isso arquitetou junto com irmão e o filho, matar Eduardo”, disse o delegado Márcio Murari. No dia 28 de setembro, João Martins ligou diversas vezes para Eduardo pedindo que ele fosse até a fazenda onde iria pagá-lo. Inclusive solicitou a apresentação do cheque caução. Eduardo foi atraído e convencido a assinar o recibo, sem receber o dinheiro da venda do gado. “Eles disseram que ele poderia assinar que iriam pegar o dinheiro. Assim que Eduardo assinou o recibo foi agarrado por Antônio Martins e o sobrinho João Paulo. Ali mesmo no sítio eles o mataram”, disse Murari. Segundo depoimento dos acusados, Eduardo foi morto por estrangulamento e pancadas na cabeça. Após matarem o sitiante, os autores colocaram o corpo num saco junto com pedras. “Eles puseram o corpo no porta-malas do veículo da própria vítima. João Paulo dirigiu o carro até o rio e o João Martins levou o carro do filho. Lá, eles jogaram o corpo no rio e vieram para Franca, onde abandonaram o Palio de Eduardo perto das chácaras, às margens da Rodovia Fábio Talarico. O plano era despistar a polícia, acreditando que não seriam identificados e o corpo não seria encontrado”, disse o delegado. No dia 3 de outubro o corpo do sitiante foi localizado. As pedras, iguais as existentes na propriedade da família, e o depoimento de outro lavrador, residente nas proximidades do rio onde o corpo foi deixado, levaram a polícia aos autores do bárbaro crime. O lavrador, ao perceber a passagem de dois veículos por um caminho pouco utilizado, anotou as placas finais do carro do filho de João Martins, informação crucial para que a polícia chegasse a elucidação do assassinato.

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