Dois anos depois da Copa no Brasil, o País receberá as Olimpíadas. Nos últimos anos este País tem colecionado ótimos resultados econômicos, com a inflação sobre controle, a indústria automobilística a pleno vapor e o desemprego em queda. Somos exemplo quando o assunto é processo eleitoral. Tornamo-nos agora, um dos maiores produtores mundiais de petróleo além de possuirmos a mais eficiente logística de produção de etanol do mundo. Sem a menor sombra de dúvida todos esses são fatos dignos de serem comemorados. Me lembro que quando criança tinha que levar um vasilhame para comprar óleo de soja a granel nos poucos supermercados da cidade. Os comércios armazenavam arroz e feijão em grandes tambores sem nenhuma higiene. As casas eram construídas em terrenos sem tamanho padrão ou projeto arquitetônico. Na década de 90, com a aprovação do Código de Defesa do Consumidor os tonéis de óleo de soja foram aposentados e deram lugar a embalagens com data de validade do produto. As casas agora, são construídas em loteamentos com infra-estrutura completa. Minha frustração, no entanto, é a educação, que não acompanhou os bons resultados do restante do País. Assim como aumentaram as matrículas no Ensino Médio, aumentou o analfabetismo funcional e a violência nas escolas. A criminalidade na adolescência – chamada pela legislação de ato infracional –, alcançou índices alarmantes. Espero que o País das Olimpíadas, da Copa e de grande índices de modernidade mostre ao mundo que não é só capaz de organizar eventos esportivos e suar criatividade mas que também é um País que pensa em Educação, único meio de garantir futuro digno a seus jovens.
Luís Alexandre Machado
Franca - SP
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