No último sábado, 3 de outu-bro, o Conselhor de Leitores do Comércio da Franca se reuniu mais uma vez para debater a produção do jornal. Foram mais de cinco horas de intensas discussões. Em pauta, as reportagens publicadas pelo Comércio e Difusora ao longo dos quase dois meses que separaram a reunião anterior desta. Assuntos mais polêmicos, como as novas regras da igreja católica para casamentos no Mosteiro de Claraval, dominaram boa parte das discussões. A maioria dos conselheiros considerou adequada a cobertura feita pelo jornal. Mas sobraram críticas à igreja por ter alterado as regras em contratos já assinados.
Outra cobertura debatida foi a da Operação Quilate, comandada pela Polícia Federal e que prendeu francanos ligados ao contrabando de pedras preciosas e remessas ilegais de di nheiro ao exterior. O jornal divulgou os nomes dos envolvidos com exclusividade. Os conselheiros aprovaram a iniciativa. “Foi um ato de coragem”, disse Luiz Eduardo Marques. O Top of Mind (festa organizada pelo jornal para homenagear as marcas mais lembradas da cidade) e a revista que retrata o evento, entraram no rol de itens debatidos. Não houve consenso. Alguns conselheiros consideraram exagerada a cobertura prévia do evento - notas na Insight, Higininho e matérias no Se Liga - e outros simplesmente adoraram.
À cada reunião do Conselho, leva-se alguém da redação integrada do GCN – um repórter, um fotógrafo, um comunicador de rádio, alguém da produção visual – para participar do encontro. “Com isso, garantimos que nossos profissionais conversem sobre as dificuldades de fazer jornalismo diário e conheçam as expectativas de quem consome o que produzem”, disse a editora-chefe, Joelma Ospedal.
Participando pela primeira vez da reunião, a editora do Caderno Local, Priscilla Sales, aproveitou a oportunidade para trocar ideias de pautas com os conselheiros e ainda conhecer o que eles pensam sobre o trabalho de cobertura feito pelos repórteres do Comércio. “No dia-a-dia atribulado do jornal, é difícil pararmos para discutir com nossos leitores seus pontos de vista a res peito do que produzimos. Normalmente, estamos focados na cobertura dos fatos. O Conselho foi uma ótima oportunidade de conviver com aqueles para os quais realizamos nosso trabalho e ouvir diretamente deles as críticas e sugestões”, disse ela.
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Além do profissional do GCN, a reunião do último sábado contou com a participação da dele gada e vereadora Graciela David Ambrósio. Ela foi convidada a pedido dos próprios conselheiros para discutir a política municipal. A vereadora, mais uma vez, disse que o trabalho da atual Câmara de Vereadores deixa a desejar e foi enfática ao dizer que boa parte dos membros do Legislativo Municipal está mais preocupada com seus interesses pessoais do que com os da população.
<b>PRESENÇAS</b>
Dez conselheiros titulares e um suplente compareceram à reunião (leia nomes ao lado). Foram recebidos pelos diretores do GCN, Sônia Machiavelli e Corrêa Neves Júnior; Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio; Everton Lima, diretor da Difusora e Luiz Neto, gestor de Relações Corporativas.
<b>PAUTA</b>
Desde a última reunião (8 de agosto), os conselheiros enviaram 230 e-mails ao GCN. Nas mensagens, alguns dos temas presentes na discussão: regras novas para casamentos no mosteiro de Claraval (MG); o Top of Mind, a Operação Quilate e a gripe suína. E, também, um convite à delegada e vereadora Graciela Ambrósio, para participar de uma reunião.
<b>GRACIELA</b>
A vereadora aceitou o convite. Ela chegou ao GCN ao meio-dia e ficou até o final, 14h10. As perguntas iniciais dos conselheiros passearam pela atuação de Graciela enquanto dele gada da mulher. Ela, então, falou a res peito da Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosa a punição a agressores de mulheres. Depois, as perguntas focaram na atuação dos vereadores. Graciela não economizou críticas aos colegas. “Na Câmara de hoje, se vota sem se conhecer os projetos e, com isso, não pactuo. Interesses pessoais não podem ser defendidos por vereadores, mas há isso lá”.
<b>O MOSTEIRO</b>
Um dos momentos de discussões mais acaloradas foi o debate sobre as mudanças nas regras para casamentos no Mosteiro de Claraval. Religião à parte, a maioria concordou que a igreja não poderia ter mudado as regras dos contratos já assinados. “Colocar limi tes é válido. O que não pode é mudar as regras com o jogo em andamento”, disse Maria Regina.
<b>‘QUILATE’</b>
Um dos poucos pontos em que não houve polêmicas na reunião do Conselho foi o debate sobre a cobertura do jornal a res peito da Operação Quilates. Todos elogiaram. “Muitos disseram que o GCN não publicaria os nomes dos envolvidos. Publicou e acertou. O que é fato tem que ser publicado” (Marcelo). “A cobertura foi justa. Na medida” (Camila). “O GCN deve ficar atento aos desdobramentos” (Duda).
<b>MANCHETES</b>
Um dos assuntos tratados longamente diz respeito à cobertura de assuntos extremamente trágicos. Para os conselheiros, eles devem ter lugar no noticiário, mas não como matéria principal. “Fatos ‘mundo-cão’ não devem ser anunciados em manchete. Vocês estão certos em não fazê-lo.” (Carlos Eduardo).
<b>DE OLHO EM TUDO</b>
Atento, o conse lheiro Daniel havia feito pontuação importante nos e-mails que mandou ao jornal antes da reunião. “Atentem para a atualização da seção ‘Notícias Urgentes” do site do GCN”, disse ele, sinalizando que o espaço poderia ser melhor. A equipe prontamente atendeu ao pedido e agradeceu a sugestão.
<b>CLUBINHO</b>
Outro que recebeu elogios foi o Caderno Clubinho, voltado para crianças. “Ele funciona mesmo em sala de aula” (Janice e Camila). “Cada vez melhor. Tem aliado conhecimento e leveza de apresentação (Camila). “O Clubinho, como ferramenta didática, merece toda a nossa atenção” (Sônia Machiavelli, presidente do Conselho de Administração e editora do Clubinho).
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