Depois de dois meses, acusados na Operação Quilate continuam presos


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MÃO DE FERRO - A procuradora Daniela Poppi denunciou 25 pessoas por causa da operação realizada pela Polícia Federal
MÃO DE FERRO - A procuradora Daniela Poppi denunciou 25 pessoas por causa da operação realizada pela Polícia Federal
Nesta segunda-feira, 12, vai completar dois meses que 140 policiais federais saíram às ruas para deflagrar a Operação Quilate. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva em cinco cidades dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Apontada como polo de receptação dos diamantes e base de uma organização criminosa, Franca concentrou as ações e foi palco de sete prisões. Dois dos envolvidos conseguiram a liberdade provisória três dias depois, mas cinco pessoas apontadas como envolvidas no esquema de comercialização de pedras preciosas estão na cadeia desde então. Por fazer menção a crimes contra o sistema financeiro nacional, o caso foi encaminhado à Justiça Federal de São Paulo, mas ainda não foi distribuído a nenhuma das varas criminais. Os pedidos formulados pelo MPF para que as prisões preventivas já cumpridas sejam mantidas e para que sejam expedidas outras duas ordens de prisão ainda não foram apreciados. Na terça-feira, 29 de setembro, a procuradora da República em Franca, Daniela Poppi, denunciou 25 pessoas por envolvimento no comércio ilícito de pedras preciosas e na realização de operações de câmbio não autorizadas. Dez delas são de Franca. A denúncia também ainda não foi recebida. Como o juiz ainda não recebeu a denúncia, os envolvidos seguem na condição de investigados e não podem ser considerados como réus. A Justiça poderá deferir todos os pedidos do MPF, acatar parcialmente ou decidir pelo arquivamento dos autos em relação a qualquer uma das 25 pessoas. Mesmo com a conclusão do trabalho policial, as autoridades mantêm o teor das investigações sob sigilo. Na edição de domingo, 4, o Comércio da Franca publicou as imputações individuais dos 25 investigados e as penas máximas a que estão sujeitos. A reportagem não teve acesso à descrição da conduta individual de cada investigado. Por isso, não é possível revelar o que fizeram para serem presos e denunciados. As informações foram obtidas verbalmente em entrevista com a procuradora Daniela Poppi, que se limitou a liberar apenas alguns dados genéricos sobre o caso e a fornecer apenas os crimes em que os averiguados foram denunciados. No total, os integrantes da organização respondem por nove crimes diferentes, de acordo com a denúncia oferecida pelo MP. Somadas, as penas podem chegar a 51 anos de reclusão. Os comerciantes que seguem presos são André Cintra Alves, Gadi Hoffman, Isalto Donizete Pereira, Mozair Ferreira Molina e Jorge Khabbaz. José Roberto de Assis e Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz conseguiram a liberdade provisória e deixaram a cadeia três dias após a operação policial.

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