‘Não destruímos nada, retiramos pés de laranja para iniciarmos o plantio de feijão, entendendo que ninguém vive só de laranja’. Essa foi a declaração da coordenadora do MST (Movimento dos Sem-Terra), esta semana, depois que mais de cinco mil pés de laranja foram destruídos no centro-oeste paulista por esse movimento que se diz social.
As ações desse movimento – que não tem personalidade jurídica, ou seja, não existe no mundo do Direito e que se mantém com dinheiro público –, não são recentes. Em 25 anos de existência, imprimiu em seu ‘curriculum’, destruição de laboratórios de pesquisas, invasões, saques, tudo protegido pelo manto da impunidade.
A doutrinação segue seu curso. Semana passada houve comemoração dos 60 anos da Revolução Chinesa aqui no Brasil. Inclusive, em algumas universidades, foram colocadas fotos de Mao Tse Tung, para ilustrar o grande feito do sujeito que brilhava no leste. Estranho, não? Há uma publicação, O Livro Negro do Comunismo, no qual se pode constatar a soma de 65 milhões de cadáveres na China, em tempos de paz. Num outro Mao, a História Desconhecida, os autores Jung Chang e Jon Halliday contam 70 milhões de mortos e afirmam que na História não se tem relato de que um homem, sozinho, tenha matado tanto.
Nesse tempo, dizem os autores, a China produzia carnes e grãos e exportava para a União Soviética em troca de armas, enquanto 28 milhões de pessoas morriam de fome. ‘Tse Tung’ significa o ‘homem que brilha sobre o leste’ mas esse homem que brilhou tanto celebrava a escuridão da morte. Proibiu o luto e o choro em face da morte. Afirmava que a morte trazia benefícios e que podia fertilizar o solo. Há relatos de que Mao humilhava professores pintando-os de preto e colocando sobre suas cabeças, chapéus de burros. Holofotes devem se posicionar sobre os líderes que engrandecem a pessoa humana, que celebram a vida e não a morte.
Com todos esses relatos históricos, frase dita há alguns dias sobre a explosão da loja de fogos em Santo André ilustra e dá o que pensar sobre o mundo de hoje: ‘se há uma coisa que a experiência ensina é a que o homem não aprende com a experiência’. Há poucos dias o jornalista Alexandre Garcia se posicionou sobre a crise política em Honduras dizendo que há uma ‘mosca a picar alguns líderes na América Latina’. Em outras palavras, diz que está acontecendo a volta do totalitarismos no continente.
Para encerrar, eis um trecho sobre o livro sobre o líder chinês: ‘Um dia, Mao teve a brilhante idéia de que uma boa maneira de manter os alimentos seguros era se livrar dos pardais, pois eles comiam grãos. Então designou esses passarinhos como uma das Quatro Pragas que deveriam ser eliminadas, junto a ratos, mosquitos e moscas. Mobilizou toda a população para sacudir paus e vassouras e fazer uma algazarra gigantesca, a fim de assustar os pardais e impedi-los de pousar, de tal modo que se caíssem de fadiga, seriam capturados e mortos pelas multidões’. Tempos depois teve de importar pardais da União Soviética!
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
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