Um fato que vem se tornando frequente na saída de uma escola, voltou a ser repetir no começo da noite de terça-feira. Uma adolescente de 13 anos compareceu ao Plantão Policial e registrou um Boletim de Ocorrência por ter sido agredida por uma colega de classe. A menor afirmou que antes das agressões, já teria sido vítima de perseguição e humilhações, o que foi negado pela direção do estabelecimento de ensino. O Conselho Tutelar e a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) vão acompanhar o caso.
A confusão aconteceu por volta das 18h20 do lado de fora da Escola Capitão “José Pinheiro Lacerda”. A vítima, que estuda na 7ª série, alegou que a agressão teria se motivado pelo simples fato de ter pedido silêncio à colega, já que queria prestar atenção na aula. "Na saída, ela começou a me bater. Chutou minha perna, bateu no meu rosto, me deu um soco no estômago e me beliscou". Antes, a menina teria sido alvo de xingamentos, discriminação e vítima de um cartaz ofensivo.
A direção da escola disse que não tinha autorização para gravar entrevista. Durante conversa informal com a reportagem, disse que nenhuma reclamação sobre a suposta perseguição contra a aluna havia sido feita pelos pais e que, possivelmente, a briga teria sido motivada por um desentendimento corriqueiro. As duas estudantes não foram à escola ontem.
A conselheira tutelar Ely Vitoriano Gomes disse que vai notificar a escola para apurar o que está acontecendo. A delegada Graciela Ambrósio também pretende ouvir os pais das meninas e a diretora da escola para verificar se a adolescente está realmente sendo perseguida.
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