Os prefeitos de Capetinga, Ibiraci e Cássia, em Minas Gerais, adotaram medidas para reduzir os gastos da administração na tentativa de compensar a queda de arrecadação. Entre elas, estão redução da jornada de trabalho, economia de material e redução no uso de água, energia, telefone e combustível.
Em Capetinga, os servidores passaram a ter carga horária de quatro horas diárias. Desde a última segunda-feira, o expediente na Prefeitura começa ao meio-dia e termina às 16 horas. “A nossa arrecadação caiu 30% por isso tivemos que adotar essas medidas. Estamos estudando, inclusive, a possibilidade de reduzir o número de funcionários de 280 para 230. Mas isso ainda não tem nada certo”, disse o assessor do prefeito, Ênio Campos.
Na cidade de Cássia, as mudanças foram intensificadas nesta semana. De acordo com o secretário de Administração, José Mesquita Neto, o setor de máquinas, que até a semana passada tinha uma carga horária de dez horas, funcionará somente cinco horas e meia por dia. A parte administrativa já funciona em horário reduzido, das 11 às 17 horas. “Tivemos uma queda de 30% na nossa arrecadação. Para equilibrar as contas, precisamos gerar uma economia de R$ 400 mil por mês”, disse Mesquita, que acredita que a medida adotada irá gerar economia em energia elétrica, combustível, telefone e material em geral.
O prefeito de Ibiraci, Ismael Silva Cândido (PT), não alterou o horário do expediente, mas mandou economizar. Há um mês, o prefeito se reuniu com os chefes de setores e determinou que seja feita uma economia de 30% todo mês de acordo com os gastos atuais. “A arrecadação anual do município registrou uma queda de R$ 2 milhões”, disse o chefe de gabinete, Namir Alves Silva.
No primeiro mês, as mudanças já foram sentidas. “O resultado foi excelente, mas precisamos melhorar ainda mais”, disse Silva, ressaltando que alguns setores conseguiram economizar 20% do que vinham gastando normalmente. O corte afetou também as famílias cadastradas no Fundo Social de Solidariedade. Das 150 famílias que recebiam cesta básica, 70 deixaram de receber. Das 140 que eram contempladas com leite, 50 não recebem mais. “Estamos fazendo um levantamento para saber se as famílias que hoje recebem cesta básica e leite ainda têm necessidade do benefício. Muitas conseguiram emprego e não precisam mais da ajuda”, disse a assistente social Aparecida Mariluci Meska. O levantamento ainda não terminou, mas a redução já começou.
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