Liu Sisi, cujo apelido é Mandy, nasceu na cidade de Ping Xiang, a duas horas de Xangai. A jovem chinesa, agora com 22 anos, faz parte de um país que passou por profundas transformações nos últimos 20 anos. Ela faz parte da geração pós manifesto na Paz Celestial movimento composto em grande parte por estudantes e que teve seu ápice no dia 4 de junho de 1989. Na ocasião, o Partido Comunista reprimiu os manifestantes que protestavam na maior praça do mundo pedindo reformas políticas no país e previam maior democracia. Registros indicam entre 400 a 2.600 mortos no confronto, que ficou marcado pela coragem de um jovem que enfrentou uma fileira de tanques sozinho e desarmado. A cena foi fotografada por Jeff Widener.
Formada em gerenciamento de sistema de informação, com pós-graduação em marketing, Sisi decidiu correr o mundo para buscar conhecimento e aplicá-lo na China. Primeiro passou dois meses na Turquia e há quase três mora no Brasil. Hoje, trabalha na Carmen Steffens, onde atua no setor de marketing e tem a responsabilidade de ajudar a empresa de calçados, com 170 lojas no mundo, a entrar no mercado chinês. "Lia sobre o Brasil. Para mim, o Brasil é a terra dos sonhos. É cheio de mistérios, com pessoas amáveis, uma estrutura familiar interessante. Adoro muito aqui", disse ela, que decidiu dar a si o apelido de Mandy, fato comum entre pessoas orientais quando visitam o Ocidente.
Filha única, como é o comum na China, aqui ela vive com uma família de cinco filhos. "Todos recebem atenção", destacou sobre algo que a impressionou no contato com os brasileiros.
Sua meta aqui ainda é conhecer a Amazônia e a floresta. "Deve ser lindo", comentou. Já profissionalmente, ela é decidida. "Devo ficar seis meses e retornar. Gosto muito daqui, vim para aprender muitas coisas, mas tenho minha família".
A gerente de Mandy na empresa francana, Nadia Leotta, do departamento de franquias e exportação, já garante emprego a Mandy, aqui ou na China. "Ela é excelente e vai nos representar lá na China".
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